A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA

DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL

Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das

abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo

deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural

Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e

as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar

questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso

e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a

um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve

pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que

merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de

maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental

sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,

Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural

agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais

teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões

procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

ADUBOS E ADUBAÇÕES

potássio (K) e o nitrogênio (N) são os nutrientes mais absorvidos e necessários para o crescimento e produção da bananeira. Em seqüência e com menor grau de absorção estão os nutrientes enxofre (S) e fósforo (P). Dos micronutrientes, o boro (B) e o zinco (Zn) são os mais absorvidos, principalmente pela bananeira Terra, seguidos pelo cobre (Cu).

Adubação fosfatada

O fósforo (P) favorece o desenvolvimento vegetativo e o sistema radicular é praticamente imóvel no solo e, por isso, deve ser aplicado na cova de plantio. A bananeira necessita de pequenas quantidades desse nutriente, porém, na sua falta, as plantas apresentam crescimento atrofiado e raízes pouco desenvolvidas. A quantidade total recomendada após análise do solo (40 a 120 kg de P2O5/ha) deve ser colocada na cova, no plantio.

Adubação nitrogenada

O nitrogênio (N) é um nutriente importante para o crescimento vegetativo, sobretudo nos três primeiros meses, quando a planta está em desenvolvimento. Ele favorece a emissão e o desenvolvimento dos filhotes (perfilhos), além de aumentar a quantidade de matéria seca. A falta deste nutriente reduz o número de folhas, aumenta o número de dias para a emissão de uma folha, os cachos são raquíticos e o número de pencas menor.

Recomenda-se 200 kg de N mineral na fase de formação e de 160 a 400 kg de N mineral/ha/ano, na fase de produção da bananeira, dependendo da produtividade esperada. A primeira aplicação deve ser feita em cobertura, em torno de 30 a 45 dias após o plantio.

Adubação potássica

O potássio (K) é o nutriente mais absorvido pela bananeira, apesar de não fazer parte de compostos na planta. É um nutriente importante no transporte de produtos da fotossíntese no interior da planta, no balanço hídrico e na produção de frutos, aumentando a resistência destes ao transporte e melhorando sua qualidade.

A adubação recomendada varia de 200 a 450 kg de K2O/ha na fase de formação e de 100 a 750 kg de K2O/ha na fase de produção, dependendo do teor no solo.

Adubação com enxofre

O enxofre (S) interfere principalmente nos órgãos jovens da planta, onde sua ausência expressa-se por alterações metabólicas que dificultam a formação da clorofila, interrompendo as atividades vegetativas. A deficiência do nutriente ocorre em solos com baixo teor de matéria orgânica e também nos solos com aplicação de adubos concentrados sem enxofre.

O suprimento de S normalmente é feito mediante as adubações nitrogenada, com sulfato de amônio (230 g de S/kg), e fosfatada, com superfosfato simples (110 g de S/kg).

Adubação com micronutrientes

O boro (B) e o zinco (Zn) são os micronutrientes com maior freqüência de deficiência nas bananeiras. O boro participa no transporte de açúcares e na formação das paredes celulares. A sua disponibilidade é reduzida em solos com baixa acidez e com altos teores de Ca, Al, Fe e areia e baixo teor de matéria orgânica.

Como fonte, recomenda-se aplicar no plantio 50 g de FTE BR12, cuja concentração de boro é de 18 g/kg. Para solos com teores de boro inferiores a 0,21 mg/dm3 (extrator água quente) deve-se aplicar 2,0 kg de B/ha.

O zinco (Zn) interfere na síntese de auxinas (hormônio vegetal), que são substâncias reguladoras do crescimento. A falta do nutriente ocorre em solos com pH neutro ou alcalino, com altos teores de fósforo (P), de argila e de matéria orgânica, que inibem a absorção do zinco.

Como fonte de zinco, aplicar no plantio 50 g de FTE BR12, que contém 90 g de Zn/kg.

Parcelamento das adubações

Parcelar as adubações evita perdas e proporciona o melhor aproveitamento dos nutrientes. O parcelamento vai depender da textura e da CTC (capacidade de troca de cátions) do solo, bem como do regime de chuvas e do manejo adotado. Em solos arenosos e com baixa CTC, deve-se parcelar semanalmente ou quinzenalmente. Em solos mais argilosos, as adubações podem ser feitas mensalmente ou a cada dois meses, principalmente nas aplicações em forma sólida.

Localização dos fertilizantes

As adubações em cobertura devem ser feitas em círculo, numa faixa de 10 a 20 cm de largura e 20 a 40 cm distante da muda, aumentando-se a distância com a idade da planta. No bananal adulto, os adubos são distribuídos em meia-lua em frente às plantas filha e neta. Em terrenos inclinados, a adubação deve ser feita em meia-lua, do lado de cima da cova, e ligeiramente incorporada ao solo. Em casos de plantios muito adensados e em terrenos planos, a adubação pode ser feita a lanço, nas ruas.

Fertirrigação

Em plantios irrigados, os fertilizantes podem ser aplicados via água de irrigação. Essa aplicação é chamada fertirrigação e é considerada o meio mais eficiente de nutrição, pois combina dois fatores essenciais para o crescimento, desenvolvimento e produção da planta: água e nutrientes. Essa prática é indicada para os sistemas de irrigação localizada (microaspersão e gotejamento), pois a possibilidade de aplicação do adubo na zona radicular torna mais eficiente o uso do fertilizante.

Em solos com maior teor de argila, a fertirrigação pode ser feita a cada 15 dias; nos mais arenosos, recomenda-se a fertirrigação semanal. Para saber quando fazer a fertirrigação, é necessário avaliar o estado nutricional das plantas pelos sintomas visuais de deficiências e fazer uma análise química foliar. Além disso, recomenda-se a análise química do solo.

Adubação orgânica

É a melhor forma de fornecer nitrogênio no plantio, principalmente quando se utilizam mudas convencionais, pois as perdas são mínimas; além disso, estimula o desenvolvimento das raízes.

Recomenda-se:

Na forma de esterco bovino - 10 a 15 litros/cova
Esterco de galinha - 3 a 5 litros/cova
Torta de mamona - 2 a 3 litros/cova

Vale lembrar que o esterco deve estar bem curtido para ser utilizado. Caso haja disponibilidade, recomenda-se adicionar anualmente 20 m3 de material orgânico/ha. A cobertura do solo com resíduos vegetais de bananeiras (folhas e pseudocaules) pode ser uma alternativa viável para os pequenos produtores, sem condições de adubar quimicamente seus plantios, pois aumenta os teores de nutrientes no solo, principalmente potássio (K) e cálcio (Ca), além de melhorar suas características físicas, químicas e biológicas

MANEJO DE RECURSOS HIDRICOS

O Seminário sobre Semi-Árido e Recursos Hídricos (29 de setembro a 1.º de outubro de 2004) foi parte do processo preparatório à Cúpula América do Sul - Países Árabes. O Seminário identificou várias áreas potenciais de cooperação científica e tecnológica, em regiões áridas ou semi-áridas, comuns a países árabes e sul-americanos. O Seminário foi organizado em dez painéis

Entre as áreas potenciais de cooperação científica e tecnológica bi-regional, merecem destaque:

(Painel 1 - Agricultura Irrigada: Qualidade da Água, Manejo da Irrigação e Otimização do Uso da Água)

1. Identificação de culturas e sistemas de irrigação mais eficientes , com o objetivo de otimizar o uso dos recursos hídricos
2. Sistemas informáticos aplicados à agricultura
3. Introdução de culturas tolerantes à alta salinidade, de modo a aproveitar zonas com alta salinidade mediante a substituição de cultivos

(Painel 2 - Produção de Frutas e Hortaliças sob Irrigação)

1. Identificação de culturas e sistemas de irrigação mais eficientes , com o objetivo de otimizar uso dos recursos hídricos
2. Intercâmbio de recursos humanos e de informações sobre custo de
equipamentos de irrigação;
3. Intercâmbio de tecnologias, conhecimento e experiências com o "Arab Water
Council"
4. Estudos de tecnologias e fontes de água não-convencionais para agricultura
irrigada

(Painel 3 - Biotecnologia. Produção de plantas resistentes à seca e pragas)

1. Intercâmbio de informações sobre tecnologias de interesse comum: genética
molecular, bioinformática, seqüenciamento genético, genômica
2. Definição de uma "cultura-alvo", possivelmente trigo ou algodão

(Painel 4 - Tecnologias para o Uso Eficiente ou Racional da Água)

1. Controle de qualidade da água
2. Exploração sustentável e conservação de aqüíferos
3. Seguir, sempre que possível, as metas e objetivos da fase 7 do Programa Hidrológico Internacional da UNESCO/IHP (2008-2014)

(Painel 5 - Utilização da Previsão Climática de Precipitação na Modelagem de Recursos Hídricos)

1. Melhoria do fluxo de informações climáticas, na macro escala e em escala
mais reduzida, de forma a responder às necessidades do usuário local
2. Estudos mais aprofundados sobre o fenômeno El Niño
3. Exame da possibilidade de acordos de intercâmbio técnico-científico entre
centros regionais de pesquisa nos Sistemas Aqüíferos Guarani e Nubiano

(Painel 6 - Processo descentralizado e Sustentável de Oferta de Água Dessalinizada em Áreas Isoladas de Regiões Semi-Áridas)

1. Desenvolvimento de ações conjuntas envolvendo o aprofundamento do
intercâmbio de idéias sobre modelos de gestão de sistemas de dessalinização,
bem como sobre as tecnologias alternativas utilizadas nos países das duas
regiões que poderiam ensejar, no futuro, atividades de transferência de
tecnologia entre os países interessados (por exemplo, na área de
dessalinização de água do mar).

(Painel 7 - Desenvolvimento Social: experiência no semi-árido)

1. Intercâmbio de experiências na utilização de tecnologias sociais aplicadas na
segurança alimentar e nutricional

(Painel 8 - Reuso da Água)

1. Tecnologia de reuso de água na agricultura, áreas urbanas, indústria e construção civil

(Painel 9 - Semi-árido e desertificação: inclusão de redes de informação e pesquisa em desertificação e estudos de geoprocessamento de imagens por satélites e ampliação de metodologias já difundidas no país)

1. Criação de sistema integrado de informações climáticas com atualização
dinâmica (construção de "site" na Internet)
2. Confecção conjunta de mapas climáticos aplicados à agricultura
3. Recuperação de áreas degradadas e promoção de práticas de desenvolvimento sustentável

(Painel 10 - Energia renovável descentralizada como vetor da melhoria da qualidade de vida de populações rurais isoladas do semi-árido)

1. Identificação de fontes renováveis de energia, que conjuguem baixo custo e reduzido impacto ambiental
2. Uso da biomassa (lenha, babaçu, mamona, buriti, álcool) e da energia eólica e solar.
3. Experiência de organizações da sociedade civil na assistência às comunidades rurais. Projetos devem buscar equilíbrio entre as circunstâncias econômicas e ecológicas do meio

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E DOENÇA

Manejo integrado de pragas e doenças

Um dos objetivos da produção integrada é manejar a cultura para que as plantas possam expressar sua resistência natural às pragas e patógenos e possam ser protegidos os organismos benéficos.
Nesse sistema, deve-se conciliar diversos métodos de controle, levando-se em consideração o custo de produção e o impacto sobre o ambiente, reduzindo ao máximo o uso de agroquímicos.
Na produção integrada deve-se favorecer a adoção de métodos não químicos ou alternativos tais como feromônios, biopesticidas, erradicação de hospedeiros alternativos, retirada e queima das partes vegetais afetadas. A adubação equilibrada, a poda e raleio adequados são fatores que desfavorecem o estabelecimento das pragas e patógenos e facilitam o seu controle.
Os produtos permitidos, proibidos e os de uso restrito a serem utilizados no controle de pragas e doenças são apresentados nos anexos.

Monitoramento de Pragas

Mosca-das-frutas: O monitoramento pode ser efetuado instalando-se frascos caça-mosca modelo Valenciano e usando como atrativo o suco de uva a 25%.
O controle com isca tóxica deve ser iniciado quando houver presença da praga no pomar e as frutas apresentarem tamanho superior a 1,5 cm de diâmetro. A aplicação de inseticidas em cobertura só deve ocorrer quando for constatado o nível de 0,5 moscas/frasco/dia, utilizando inseticidas com ação de profundidade. A isca deve ser aplicada pelo menos duas vezes por semana, intensificando na periferia do pomar, nos pontos de entrada da mosca.

Lagarta enroladeira: Para o monitoramento, recomenda-se utilizar uma armadilha com feromônio para cada 5 ha, instalando no início de setembro e mantendo-a até a colheita da última cultivar.
Em pomares menores, deve-se aumentar a densidade, de modo a haver no mínimo duas armadilhas por talhão. O controle da praga deve ser feito quando houver captura superior a 20 machos/armadilha/semana. É importante analisar o monitoramento por talhão, aplicando inseticida apenas naqueles com níveis críticos.

Ácaro vermelho europeu: O monitoramento é feito através da amostragem seqüencial no mínimo em 10 plantas por talhão de 5 ha, retirando-se 5 folhas por planta e anotando-se o número destas com presença do ácaro. As plantas podem ser diferentes a cada avaliação. Para o controle deve-se levar em consideração a percentagem de folhas infestadas e o ciclo vegetativo da cultura. No início da temporada o controle deve ser feito quando 50% das folhas acusarem a presença da praga, enquanto que, no período que antecede a colheita, somente deve-se aplicar o acaricida quando mais de 70% das folhas apresentarem ácaros. Após a colheita o ácaro será controlado se a infestação das folhas for superior a 90%.
O acaricida abamectin pode ser aplicado apenas uma vez por ciclo, logo após a queda das pétalas, independente do nível populacional, e seu uso está limitado àquelas áreas com alta infestação de ovos de inverno.


Grafolita: Para o monitoramento, deve-se utilizar uma armadilha com feromônio para cada 3 a 5 ha, instalando-a no final de agosto e mantendo-a até a colheita. Em pomares menores, deve-se aumentar a densidade, devendo haver no mínimo 2 por talhão.
O controle da praga deve ser feito quando houver captura superior a 30 machos/armadilha/semana.


Cochonilha: Deve-se identificar e registrar a presença das larvas (provavelmente entre setembro e novembro) e efetuar aplicações localizadas nos focos usando inseticida fosforado. O óleo mineral aplicado para quebra de dormência ajuda a controlar a cochonilha.

Pulgão lanígero: Efetuar a identificação dos focos controlando-os com dimetoato até a primeira quinzena de novembro.

Manejo das doenças

A profilaxia é um dos componentes mais importantes e será prática obrigatória no controle das doenças. Após a poda, raleio e colheita, os restos vegetais devem ser destruídos, triturados e a seguir retirados do pomar ou incorporados ao solo da entrelinha após serem umedecidos com uma solução de uréia (1%) ou com suspensão de esterco.
A decisão sobre o tipo de tratamento fungicida e a ocasião de executá-lo deverá ser embasada nas características da doença, nas informações das Estações de Aviso e nas condições meteorológicas que ocorrem no pomar.
Os tratamentos com fungicidas de contato serão repetidos a cada sete dias ou 25 mm de chuva no controle de sarna, a cada 10 dias ou 35 mm no caso das outras doenças na cv. Gala e a cada 10 dias ou 50 mm na cv. Fuji.
Os fungicidas permitidos, proibidos e com restrições de uso para a PIM são apresentados nos Anexos.


Tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários

Na PIM, devem ser feitos, periodicamente, uma inspeção e controle dos pulverizadores em locais estruturados com equipamentos e métodos reconhecidos internacionalmente, para melhorar a qualidade e eficiência dos tratamentos realizados, assim como diminuir os desperdícios de produtos e contaminação do ambiente.
Quando se utilizam produtos na formulação líquida, estes podem ser adicionados diretamente no tanque com a quantidade de água desejada. Para produtos na formulação pó molhável deve-se fazer uma pré-diluição, agitando-se até a completa suspensão do produto.
No manejo dos agroquímicos devem ser cumpridas integralmente as normas de segurança individual e de proteção ao consumidor e ao meio ambiente.


Tratamento químico de doenças que ocorrem na pós-colheita

Para minimizar a utilização de produtos químicos sobre a fruta, deve-se priorizar as práticas de prevenção de ocorrências de enfermidades fúngicas e fisiológicas. Para tanto, é obrigatório:

  • colher a fruta no momento correto;
  • eliminar fontes de inóculo no pomar;
  • manipular cuidadosamente a fruta na colheita, transporte, classificação e embalagem;
  • realizar limpeza e desinfestação ou sanitização de instalações, câmaras frias, embalagens e máquinas;
  • utilizar adequadamente as técnicas de armazenamento.


Somente é permitido o uso de tratamento fungicida em pós-colheita em frutas de cultivares que cumpram com as seguintes características:

  • tenham uma susceptibilidade de risco moderada ou alta a ocorrência de podridões durante o armazenamento;
  • sejam adequadas para armazenamento prolongado, não sendo permitido comercializar essa fruta por um período inferior a 3 meses.

As frutas tratadas com fungicidas em pré-colheita, não devem ser novamente tratadas com os mesmos princípios ativos em pós-colheita. Na PIM, não se admite o armazenamento de frutas apanhadas do chão. As recomendações para tratamento em pós-colheita são apresentados no anexo.

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COOPERATIVISMO








Em 21 de dezembro de 1844 no bairro de Rochdale, em Manchester ( Inglaterra), 27 tecelões e uma tecelã fundaram a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale" com o resultado da economia mensal de uma libra de cada participante durante um ano.

Tendo o homem como principal finalidade - e não o lucro, os tecelões de Rochdale buscavam naquele momento uma alternativa econômica para atuarem no mercado, frente ao capitalismo ganancioso que os submetiam a preços abusivos , exploração da jornada de trabalho de mulheres e crianças ( que trabalhavam até 16h) e do desemprego crescente advindo da revolução industrial.

Naquele momento a constituição de uma pequena cooperativa de consumo no então chamado "Beco do Sapo" (Toad Lane) estaria mudando os padrões econômicos da época e dando origem ao movimento cooperativista.

Tal iniciativa foi motivo de deboche por parte dos comerciantes, mas logo no primeiro ano de funcionamento o capital da sociedade aumentou para 180 libras e cerca de dez mais tarde o "Armazém de Rochdale" já contava com 1.400 cooperantes. O sucesso dessa iniciativa passou a ser um exemplo para outros grupos.

O cooperativismo evoluiu e conquistou um espaço próprio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social.

Por sua forma igualitária e social o cooperativismo é aceito por todos os governos e reconhecido como fórmula democrática para a solução de problemas sócio-econômicos.











A valorização da união entre as cooperativas existe desde o seu surgimento, e hoje elas estão organizadas internacionalmente. A entidade que coordena esse movimento nos cinco continentes é a Aliança Cooperativa Internacional - ACI.

Criada em 1895 e atualmente sediada em Genebra, Suíça, essa associação não-governamental e independente reúne, representa e presta apoio às cooperativas e suas correspondentes organizações, Objetiva a integração, autonomia e desenvolvimento do cooperativismo.


Em 1946 o movimento cooperativista representado pela A.C.I. – Aliança Cooperativa Internacional foi uma das primeiras organizações não governamentais a ter uma cadeira no Conselho da ONU - Organização das Nações Unidas.


Desde 16 de Setembro de l997, para nosso orgulho, foi eleito presidente da A.C.I. o brasileiro, produtor agrícola e professor - Roberto Rodrigues. Primeiro não europeu a assumir o cargo principal em 103 anos de existência da organização. Quando no Brasil, a sede do presidente da A.C.I. fica também nas dependencias da OCESP.

No âmbito do continente americano essa articulação é feita pela Organização das Cooperativas da América - OCA, fundada em 1963. Hoje essa entidade tem sua sede na cidade de Bogotá, Colômbia, e integra as representações de vinte países, incluindo o Brasil.







A representação de todo o sistema cooperativista nacional cabe à Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, constituída no dia 2 de dezembro de 1969, durante o IV Congresso Brasileiro de Cooperativismo.

Com mais de um século e meio da fundação da Cooperativa "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale", os valores de ajuda mútua, igualdade de direitos e deveres cultivados pelos tecelões ingleses permanecem inalterados, expandindo pelo mundo em todos os segmentos da atividade humana.





Remontando no tempo, vamos encontrar em 1610, com a fundação das primeiras reduções jesuíticas no Brasil, o início da construção de um estado cooperativo em bases integrais. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção. A ação dos padres jesuítas se baseou na persuação, movida pelo amor cristão e no princípio do auxílio mútuo (mutirão), prática encontrada entre os indígenas brasileiros e em quase todos os povos primitivos, desde os primeiros tempos da humanidade.

Porém, é em 1847 que situamos o início do movimento cooperativista no Brasil. Foi quando o médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das idéias reformadoras de Charles Fourier, fundou, com um grupo de europeus, nos sertões do Paraná, a colônia Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas. Essa organização, apesar de sua breve existência, contribuiu na memória coletiva como elemento formador do florescente cooperativismo brasileiro.

Contudo, para aprofundar-nos no desenvolvimento histórico do cooperativismo no Brasil, é necessário fazê-lo por ramos, ou seja, tipos de cooperativas, já que cada um teve a sua própria história, com dificuldades e sucessos distintos, dependendo, quase sempre, das facilidades ou obstáculos oferecidos pelo Governo.







Simbologia:

Pinheiros - Antigamente o pinheiro era tido como um símbolo da imortalidade e da fecundidade, pela sua sobrevivência em terras menos férteis e pela facilidade na sua multiplicação. Os pinheiros unidos são mais resistentes e ressaltam a força e a capacidade de expanção.

Círculo: representa a eternidade, pois não tem horizonte final, nem começo, nem fim.

Verde: Lembra as árvores - princípio vital da natureza e a necessidade de se manter o equilíbrio com o meio-ambiente.

Amarelo: simboliza o sol, fonte permanente de energia e calor.

Dia Internacional do Cooperativismo: instituído em l923 no Congresso da ACI é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados pelo cooperativismo.

Assim nasceu o símbolo mundialmente conhecido do cooperativismo: um círculo abraçando dois pinheiros para indicar a união do movimento, a imortalidade de seus princípios, a fecundidade de seus ideais e a vitalidade de seus adeptos. Tudo isso marcado pela trajetória ascendente dos pinheiros que se projetam para o alto, procurando subir cada vez mais.

Bandeira: O cooperativsimo possui uma bandeira formada pelas sete cores do arco-íris, aprovada pela ACI - ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL em 1932, que significa a unidade na variedade e um símbolo de paz e esperança. Cada uma destas cores tem um significado próprio:
vermelho - coragem.
alaranjado - visão de possibilidades do futuro.
amarelo - desafio em casa, na família e na comunidade.
verde - crescimento tanto do indivíduo como do cooperado.
azul - horizonte distante, a necessidade de ajudar os menos afortunados, unindo-os uns aos outros.
anil - necessidade de ajudar a si próprio e aos outros através da cooperação.
violeta - beleza, calor humano e amizade




Fontes de pesquisa:
OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras
MA - ministério da Agricultura e do Abastecimento
SDR - Secretaria de Desenvolvimento Rural
DENACOOP - Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural
O ABC do Cooperativismo Autor: João Vitorino Azolin Benato - OCESP – 4ª Edição – Outubro/1997
Agradecimento a Revista COOPERAR por permitir a publicação de algumas fotos

DIREITO AGRÁRIO

DOUTRINA / Agrário
Função social
Artigo Invasão ou ocupação? Ensaio sobre a função social da propriedade
Guilherme do Couto de Almeida
edição nº 1158 (2.9.2006) - tamanho 18 Kb - elaborado 06.2006
Monografia A função social da propriedade imóvel e o MST
Simone Flores de Oliveira
edição nº 880 (30.11.2005) - tamanho 87 Kb - elaborado 10.2005
Artigo A função social da propriedade e as ocupações de terra por movimentos sociais
André Carneiro Leão
edição nº 764 (7.8.2005) - tamanho 40 Kb - elaborado 06.2005
Monografia A função social da propriedade nos contratos agrários
Marcelo Colombelli Mezzomo / José Fernando Lutz Coelho
edição nº 66 (06.2003) - tamanho 65 Kb - elaborado 04.2003
Monografia Breves notas sobre a função social da propriedade
Marcos Colares
edição nº 51 (10.2001) - tamanho 19 Kb - elaborado 11.1999
Artigo A doutrina da função social da propriedade no Direito Agrário
Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas
edição nº 40 (03.2000) - tamanho 12 Kb

DIREITO AGRARIO

Direito Agrário é o ramo do Direito que visa o estudo das relações entre o homem e a propriedade rural.

Em sua competência está a definição das políticas de uso do solo, a Reforma agrária, a definição do que é minifúndio, latifúndio - medidas em porções ideais considerando aquilo que seja uma faixa de terra capaz de assegurar a sustentabilidade de um núcleo familiar mínimo, em cada tipo de terreno - nalgumas legislações chamadas de módulo rural.

INDICE DE ECONOMIA RURAL

ABRAMOVAY, R. De camponeses a agricultores paradigmas do capitalismo agrário em questão. 1990. Tese (Doutorado) - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais - Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

ACCARINI, J.H. Economia rural e desenvolvimento: Reflexões sobre o caso brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1987. 224p.

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FAO (Roma, Itália) Combatir contra la probreza rural: programa de accion de la FAO para la reforma agrária y el desarrollo rural. Roma, Itália: 1993. 43p. il.

FERREIA FILHO, R. Desenvolvimento capitalismo e diferenciação de pequenos produtores. Boletim Agrícola, Recife, v.5, n.2, p.105-125, 1987.

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KAGEYAMA, A. A questão agrária brasileira: interpretações clássicas. Reforma Agrária, v. 23, n. 3, p. 5-16, 1993.

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WALKER, T. S.; RYAN, J. G. Villlage and household economies in India' s semi-arid tropics Baltimore. The Johns Hopkins University Press, 1990. 3

ADMISTRAÇÃO RURAL

dministração Rural
Introdução
Criar e Plantar

A fazenda deve valer o seu potencial de suporte e produção de arrobas de boi. Não faz sentido "recriar" em regiões de baixa oferta de bezerros.

Local

Compra de fazenda deve ser feito em estação de seca. - Preço da terra relativamente mais baixo quando comparadas às demais regiões. - Distribuição mais uniforme de chuvas e temperaturas elevadas durante praticamente o ano todo. - Grande disponibilidade de recursos hídricos. - Localização estratégica - como via de escoamento da produção, gerando fator de competitividade às exportações.

Pontos negativos

- Infra-estrutura de transporte menos desenvolvido no que se refere à conservação e distribuição de estradas e acessos.
- Maior preço de alguns insumos.
- Maiores dificuldades gerências.

HORTICULTURA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Horta em pequena propriedade rural em Avaré
Horta em pequena propriedade rural em Avaré

A horticultura é uma atividade ligada a plantação de hortaliças, que podem ser destinadas ao consumo humano sendo uma ótima fonte de renda para pequenas propriedades. onde as principais culturas cultivadas são: Alface, Repolho, Tomate e outros.

Atividade de suma importância no setor de agricultura familiar e latifundiária, já que podemos encontrar grandes propriedades no próprio Estado de São Paulo que cultivam leguminosas como o tomate.


OLERICULTURA I E II

A Oleiricultura

Olericultura é o ramo da horticultura que trata da produção racional e econômica das hortaliças, também denominadas de culturas oleráceas. São plantas de consistência herbácea, geralmente anuais, de cultivo intensivo, muito exigente em tratos culturais, utilizadas na alimentação humana. Tais plantas são também popularmente conhecidas como "verduras" e "legumes" - termos incorretos e pouco esclarecedores, utilizados pela população. Cumpre notar, também, que olericultura e horticultura não são sinônimos. Horticultura é um termo técnico muito abrangente e nunca deve substituir o termo olericultura, como ocorre na fala popular. Veja o seguinte esquema didático:
As grandes culturas : cereais, oleaginosas, etc...
horticultura:
olericultura: hortaliças
fruticultura: fruteiras diversas
floricultura: flores
jardinocultura: plantas ornamentais
viveiricultura: produção de mudas culturas de plantas medicinais culturas de plantas condimentares
silvicultura : espécie florestais
cult. forrageiras : pastagens, forrageiras p/ corte, etc.

Característica da exploração de hortaliças -

1- produto perecível.
2- caráter intensivo no que se refere à utilização do solo, aos tratos culturais, à mão de obra e aos insumos agrícolas.
3- retorno rápido do capital empregado
4- atividades em pequenas áreas
5- emprego de mão de obra especializada
6- importância na alimentação
7- pequeno capital

Cultura do Morango

APICULTURA

Cortiço - colmeia tradicional
Cortiço - colmeia tradicional

Apicultura é a criação de abelhas para produção de mel e cera e também é a parte da zootecnia especial dedicada ao estudo e à criação de abelhas para os seguintes fins: produção de mel, própolis, geléia real, pólen e veneno. Além disso, as abelhas são ótimas polinizadoras.

[editar] Histórico

Antes do surgimento do homem neste planeta a abelha já existia, e acredita-se que ela surgiu quando já havia razão e meio para existir.

Sabe-se hoje, por provas arqueológicas (pedaços de âmbar transparente envolvendo abelhas), que já existiam abelhas há 42 milhões de anos, idênticas às atuais.

Na obra de Eva Crane (Honey, a Comprehensive Survey), encontramos informações de que os sumérios, que se estabeleceram na Mesopotâmia por volta de 5000 a. C., já usavam o mel. Dos textos sumérios que sobreviveram até os nossos dias são conhecidas duas passagens que falam a respeito do mel.

Três mil anos depois, esta região seria conhecida por Babilônia. Os babilônios já usavam o mel também na medicina. Posteriormente, os hititas invadiram a Babilônia. No código hitita, por volta de l300 a.C., aparecem as primeiras referências em uma legislação que regula algo a respeito de mel e abelhas.

Por volta do ano 3400 a.C., o soberano do Alto Egito uniu seu reino ao Baixo Egito. Desde a primeira dinastia, em 3200 a.C., adotaram-se as abelhas como símbolo do faraó do Baixo Egito. O mel era muito usado pelos antigos egípcios, especialmente pelos sacerdotes, tanto nos rituais e cerimônias como para alimentar animais sagrados.

Há textos que põem em destaque a existências de apicultura migratória no antigo Egito, o que significa que já naquela época era bastante usado algum tipo de colmeia móvel.

Na Bíblia, no Antigo Testamento, há informação suficiente para concluir que na Terra Prometida dos hebreus, “regada por leite e mel”, o mel era amplamente usado. Em vários textos bíblicos, o mel também é citado em diversas passagens do Antigo Testamento, sendo mencionado em alguns Salmos:

Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais do que o mel à minha boca. (salmo 119:103)

O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. (Salmo 19:9-10)

No livro de Provérbios, o mel é mencionado pelo autor como um medicamento, o que demonstra que os hebreuss já utilizavam esta substância não só com fins alimentares mas também terapêuticos:

Palavras agradáveis são como favos de mel: doces para a alma e medicina para o corpo. (Provérbios 16:24)

Em sua poesia de Cântico dos Cânticos, Salomão, o mesmo autor da maioria dos Provérbios, faz outra menção ao mel, incluindo-o como um dos mais excelentes produtos da época:

Já entrei no meu jardim, minha irmã, noiva minha; colhi a minha mirra com a especiaria, comi o meu favo com o mel, bebi o meu vinho com o leite. Comei e bebei, amigos; bebei fartamente, ó amados. (Cantares 5:1)

Acredita-se na existência de apicultura sistemática já na pré-história, pois a própria atuação de Aristeu leva-nos à idéia de que existe uma grande possibilidade de os personagens mitológicos terem sido seres humanos que se destacaram por ser inteligentes, habilidosos ou bem dotados, com o tempo eles teriam se tornado lenda.

Pela época do historiador Hesíodo, contemporâneo de Homero, a apicultura sistemática já era um fato, pois se menciona o “simblous, ou simvlus”, que eram um tipo de colmeia construída por mãos humanas.

Escavações feitas em Feston, na ilha de Creta, por companhias arqueológicas italianas, trouxeram à luz colmeias de barro que pertenceram à época minóica, 3400 a.C., bem anterior a Hesíodo e Homero. Outros achados destas escavações revelam o alto estágio da apicultura desta época. Entre eles estão duas jóias de ouro; uma delas mostra duas abelhas, datada de 2500 a.C., e foi encontrada nas escavações da antiga cidade de Cnossos.

Homero, o poeta, na sua consagrada Odisséia, fala sobre uma mistura de mel e leite, chamada “melikraton”, que era considerada uma excelente bebida; menciona também que as filhas órfãs de Píndaro eram alimentadas pela deusa Vênus (Afrodite) com queijo, mel e vinho, os mesmos alimentos usados por Circe, a feiticeira, que fascinou os companheiros de Ulisses.

Foi Aristóteles quem primeiro fez estudos com métodos científicos a respeito de abelhas, “melissas”, utilizando colmeia cilíndrica feita com ramos de árvores entrelaçados com uma mistura de barro e estrume de vaca. Esta colmeia hoje é chamada de “anastomo”ou “cofini”, e em certas regiões da Macedônia ainda é usada.

No período pré-aristotélico, a apicultura já tinha em grande parte sido sistematizada, tanto assim que o grande legislador ateniense Sólon dedicou-lhe vários artigos da lei, o que comprova seu estágio avançado naquele tempo. Um dos artigos proibia a instalação de um novo apiário a uma distância menor que 300 pés (90 metros) de um apiário já existente.

A cesta cilíndrica usada como colmeia possuía alvado ou buracos por onde entravam as abelhas, na parte superior, boca, onde eram colocadas de oito a doze ripas de madeira, paralelas. Ao longo da parte inferior destas ripas era derramada cera derretida, bem no meio, e ao longo de seu comprimento. A partir deste fio de cera, as abelhas iniciavam a construção de favos paralelos que chegavam ao fundo da cesta. Estes foram os primeiros favos móveis de que se têm notícias.

Com favos móveis, Aristóteles conseguiu fazer observações valiosíssimas, das quais algumas sobreviveram até a descoberta do microscópio, outras até Langstroth, apicultor estado-unidense do século XIX, o espaço abelha, e as medidas são válidas até hoje.

[editar] Equipamentos

Fumigador
Fumigador

Todo apicultor deve saber manusear os principais equipamentos necessários para se ter um apiário: o fumigador, espanadores, apanhadores de zangões, alimentadores, protetores de realeira, gaiolas de transporte, formão de apicultor e garfo desoperculador[1].

[editar] Ver também

AVICULTURA

A Avicultura é a criação de aves para produção de alimentos, notadamente a carne e ovos.

Dentre as espécies criadas na avicultura destaca-se o frango. Em muito menor escala, também são criadas aves como patos, gansos, codornas, marrecos e até avestruzes.

[editar] No Brasil

Dentro do complexo brasileiro de carnes, a avicultura é considerada por muitos como a atividade mais dinâmica. O desenvolvimento dessa atividade ocorreu a partir do final da década de 1950, nos estados da Região Sudeste, principalmente, em São Paulo. Na década de 1970, período em que houve profunda reorganização do complexo de carnes no Brasil, a atividade se deslocou para a Região Sul.

Exportar tem sido uma prioridade para o setor que, em 2001, ultrapassou a barreira do bilhão de dólares com as exportações.

No mercado consumidor interno, o brasileiro tem mudado seu hábito de consumo de carnes, passando de um país preponderantemente consumidor de carne bovina para consumidor da carne de frango. A qualidade, a imagem de produto saudável e os preços acessíveis auxiliaram na conquista dessa posição. O aumento do consumo per capita demonstra essa mudança de hábito.

Desde o inicio da produção de frangos de corte no Brasil, a cadeia produtiva do produto modernizou-se, devido à necessidade de redução de custos e aumento de produtividade, tentando com isso não perder competitividade em nível mundial. Como conseqüência, tem sido uma das mais organizadas do mundo, destacando-se das demais criações pelos resultados alcançados não só em produtividade e volume de abate, como também no desempenho econômico, onde têm contribuído de forma significativa para a economia do Brasil. Outro fator favorável à criação de frango no Brasil é a alta produção interna de grãos como o milho, que servem de alimento para o plantel. A atuação da Embrapa em pesquisas de melhoramento genético e na instrução de produtores também é bastante relevante.

Em muitos países do Oriente Médio, o consumo de carne congelada de frango está fortemente associado à exploração desse mercado por empresas brasileiras. Em países como a Arábia Saudita e Israel, utilizam a palavra "Sadia" (marca da maior produtora de frangos congelados do Brasil) para designar frango congelado.

Além da Sadia, destacam-se também no mercado brasileiro marcas como Perdigão e Seara, que recentemente foi comprada pelo Grupo Bunge.

[editar] No mundo

A avicultura é uma atividade econômica cada vez mais relevante mundialmente. De acordo com o USDA, os principais exportadores de frango são o Brasil (3.040 toneladas), os Estados Unidos (com 2.538 toneladas por ano), a União Européia (780 toneladas), a Tailândia (400 toneladas) e a China (360 toneladas). O Brasil se tornou o maior exportador de aves em 2004.

SUINOCULTURA

Suinocultura
Suinocultura

A suinocultura é a parte da zootecnia especial que trata da criação de suínos para a produção de alimentos e derivados. No mundo, os suínos respondem por 44% do consumo de carnes.[carece de fontes?]

Índice

[mostrar]

[editar] Suinocultura no Brasil

No Brasil, a carne bovina representa 52% do consumo total; a carne de frango, 34%, e a suína, apenas 15%.

Os porcos foram trazidos ao Brasil por Martim Afonso de Sousa em 1532. No início, os porcos brasileiros eram provenientes de cruzamentos entre as raças portuguesas, e não havia preocupação alguma com a seleção de matrizes. Com o tempo, criadores brasileiros passaram a desenvolver raças próprias. Com a destruição gerada pela Uma das melhores raças desenvolvidas no Brasil é o Piau. É branco-creme com manchas pretas, pesa 68 kg aos seis meses, e 160 com 1 ano. Capado e velho, pesa mais de 300 kg. Destina-se à produção de carne e toucinho. O Canastrão é melhor do que a raça lusitana Bizarra, da qual descende. Outras raças desenvolvidas no Brasil incluem o Canastra, o Sorocaba o o Tatu e o Carunchinho.

Nos últimos anos, com a popularização das técnicas de melhoramento genético, o plantel brasileiro se profissionalizou. Também contribuiu a importação de animais das raças Berkshire, Tamworth e LargeBlack, da Inglaterra, e posteriormente das raças Duroc e Poland China. A partir da Década de 1930 chegaram as raças Wessex e Hampshire, e depois o Landrace e o Large White.

O Brasil é um grande exportador de carne suína, tendo exportado 60 mil toneladas em 2002. Seus maiores clientes são a Rússia, a Argentina e a África do Sul. Em 2004, o mercado encontrava-se em uma crise de abastecimento, com a demanda subindo e o plantel diminuindo. A causa da crise foi o desabastecimento de ração animal, proveniente do milho, e a falta de planejamento do setor. Ainda assim, espera-se que a exportação anual de suínos chegue a 250 mil toneladas até 2006.

[editar] Castração de suínos

Os primeiros a domesticarem suínos foram os chineses 4900 A.C. Nas Américas esta espécie não existia , mas em 1493, Cristóvão Colombo trouxe as primeiras cabeças.[1] Com o avanço da suinocultura moderna, muitas práticas novas foram adotadas, uma muito conhecida foi a castração, que consiste em retirar as glândulas sexuais do macho (testículos), inibindo a atividade causada pela produção de testosterona .

A castração se faz necessária pois os suínos machos inteiros, sexualmente funcionais, ao pesarem mais de 95 Kg, apresentam um odor e um sabor desagradável na carne e principalmente na gordura. Quanto mais velho for o animal, mais essa características se acentuam. "O odor pode ser detectado nas carcaças de animais abatidos - 75 dias após a castração."[1]

No Brasil atualmente a castração dos animais é obrigatória pelo menos 45 dias antes do abate dos animais. É recomendado que a castração seja feita quando o animal for novo, pois quanto mais novo for o animal, menos traumático e de fácil cicatrização será processo. A possibilidade de que ocorram hemorragias são menores, pois os vasos são menores e mais fáceis de se fazer hemostasia. [2]

[editar] Tipos de Castração

A castração pode ser feita de diversas maneira, entre elas:

  • Castração inguinal: consiste em fazer uma ou duas incisões no último par de tetas, na região inguinal para se alcançar os testículos. Por ser uma operação muito complicada, não é muito utilizada no Brasil;
  • Castração escrotal: consiste em realizar uma ou duas incisões na bolsa escrotal, cortando a membrana vaginal, depois expõe-se os testículos pela mesma, cortando o canal deferente (espermático). Após feito o corte do canal deferente, faz-se uma hemostasia (interrupção da passagem de sangue por pressão) da veia que irriga os testículos e em seguida corta-se a mesma. [3]

[editar] Referências

  1. ↑ 1,0 1,1 CAVALCANTI, Sergito de Sousa. Produção de Suínos. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1984. 453p.
  2. ↑ BARRETO, Geraldo benedito. Curso de Suinocultura: Curso de noções de saneamento Rural. 2 ed. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1973. 261-266 p.
  3. ↑ DAL PRÁ, M. A.; CRIPPA, J.; SOBESTIANSKY, J.; LIMA, G. J. M. M.; BARIONI JUNIOR, W. Castração de leitões: Avaliação entre os métodos inguinal e escrotal. Concórdia: EMBRAPA-CNPSA, 1992. 4 p.

RAÇAS DE EQUINOS

Raças de Cavalos

Andaluz (espanhol)

O moderno Andaluz descendente do cavalo Espanhol, o qual, como o Árabe e o Berbere, teve a maior influência sobre a população equina do mundo. Até o século XIX, o cavalo Espanhol era considerado o melhor da Europa. Toda a equitação clássica das escolas do Renascimento se baseava nele. A famosa escola de equitação de Viena é chamada ‘Espanhola’ em sua honra (spanische Reitschule), e seus famosos Lipizzaners brancos descendem directamente de cavalos exportados da Espanha para Lipica, na Eslovénia, no século VI. O cavalo Espanhol teve influências dominante em quase todas as raças e é a base da maior parte dos cavalos existentes na América Latina.

Criação: Na Anadaluzia, a criação está centrada em Jerez de la Frontera, Córdoba e Sevilha, onde foi preservada pelos mosteiros cartuxos. O cavalo Espanhol pode ter derivado de uma mistura do nativo Sorraia com o Tarpan e com os Berberes trazidos pelos mouros do norte da África.

Características: O Andaluz é um cavalo de grande presença. Embora não seja muito veloz, é ágil e atlético. Tem uma cabeça de extraordinária nobreza, o perfil característico, dito ‘de falcão', crina e cauda longa, luxuriantes, e, com frequência, aneladas.

Influências: Berbere: Responsável principal pelo ardor, bravura, robustez e grande agilidade. Sorraia: Fundamento ‘primitivo’ da raça, deu-lhe força e notável resistência.

Altura: Média é cerca de 1,57m.

Cores: Tordilho, Castanho, Alazão

Usos: Sela, Touradas, Adestramento, Shows



Anglo-Árabe

O Anglo-Árabe é uma raça resultante da mestiçagem do Árabe e de seu descendente, o PSI (Thoroughbred), que combina as melhores qualidades dessas raças de elite. Do Árabe espera-se que ele herde a resistência, a versatilidade, a frugalidade no trato e os cascos densos; do PSI a estatura maior e a velocidade. De ambos a habilidade atlética para os esportes hípicos.

Criação: A raça originou-se e aperfeiçoou-se na França, onde os Anglo-Árabes são criados sistematicamente desde os tempos napoleônicos nas grandes coudelarias do sudoeste, em Pau, Pompadour, Tarbes e Gelos desde o ano de 1800. Os primeiros Anglo-Árabes são o cruzamento de éguas PSI com os garanhões Árabes (nunca o inverso), importados do Egito por Napoleão Bonaparte e seus generais. Já em 1836 a criação francesa era famosa, tornando-se necessário a introdução de novas linhagens par refrescamento do sangue. Foram importados dois magníficos Árabes do oriente próximo Massoud e Aslan e três éguas PSI Dair, Common Mars e Selim. Por volta de 1850 a raça foi considerada formada e os cruzamentos com Árabes ou PSI puros passaram a ser cortados.

Características: Na aparência o Anglo_Árabe tende mais para o PSI. Sua fronte é recta (e não côncava como o Árabe), e sua estatura elevada. Os ombros são inclinados e fortes, as perlas longas e bem formadas com ossatura e cascos de boa qualidade, bons pulmões e excelente coração. São versáteis cavalos de sela, prestando-se para corridas em hipódromos, provas se salto de obstáculos, adestramento clássico e pólo. Na França os Anglo-Árabes têm corridas especiais, e seu stud book não aceita produtos com menos de 25% de sangue Árabe ou Thoroughbred.

Influências: Thoroughbred: Colaborou com tamanho, decisão, galope e potencial competitivo. Árabe: Solidez, vigor, resistência e temperamento calmo.

Altura: Varia entre 1,62 e 1,67m.

Cores: Tordilho, Castanho, Alazão

Usos: Sela, Desportos hípicos



Alter–Real (Sub-Raça)

Como o nome surge, a raça Alter-Real foi criada para servir à realeza. Além do porte majestoso, o cavalo ‘real’ devia ter índole e a movimentação ideais para a escola clássica de equitação.

Criação: A raça data de 1748, quando foi fundada pela dinastia de Bragança em Vila de Portel, no Alentejo, Portugal. Em 1756, o haras transferiu-se para Alter. A primeira coudelaria tinha 300 das mais finas éguas andaluzas levadas para Portugal da região de Jerez de la Frontera, o mais famoso centro espanhol de criação. Floresceu em Alter, fornecendo montarias para a corte. E a raça ficou conhecida graças às apresentações promovidas em Lisboa. No começo do século XIX, todavia, muitos dos cavalos se perderam ou foram roubados com o saque do haras pelas tropas napoleônicas do general Junot. Em 1934, outros desastres sobrevieram e culminaram com o fechamento dos estábulos reais. Uma reorganização chegou a ser ensaiada sob D. Maria Pia, no fim do século, com a introdução se sangue estrangeiro Inglês, Normando, Hanoveriano e, principalmente, Árabe. Os experimentos foram mal sucedidos e a raça quase se arruinou. Foi salva pela importação de cavalos Andaluzes. Os arquivos dos estábulos foram destruídos com o advento da república (1910), e só em 1932 o Ministério da Economia tomou a iniciativa de reconstituir a criação dos Alter-Reais.

Características: A despeito das vicissitudes por que a raça passou, o Alter moderno virtualmente Andaluz outra vez, sobrevive como um cavalo valente, de carácter físico peculiar e acção extravagante, vistoso, altamente apropriada à Haule Ecole (Alta Escola). Dele descendem os Mangalargas Paulista e mineiro, trazidos por D. João VI em 1807.

Influências: Espanhol: A grande coragem e o carácter próprio, inconfundível.

Altura: Entre 1,52 e 1,62m.

Cores: Marrom, Castanho, Alazão.

Usos: Sela, Desportos, Adestramento.



APPALOOSA

O gene que faz o cavalo sarapintado é tão antigo quanto o próprio equídeo (havia cavalos malhados na China e na Pérsia), mas o crédito pela criação de uma raça distintiva por sua pelagem cabe modernamente aos índios Nez Persé da América do Norte, que vivem no noroeste do actual estado do Oregon. Suas terras incluíam o vale do rio Palouse, que foi o rio que de nome aos cavalos.

Criação: A raça desenvolveu-se no século XVIII, com base nos cavalos trazidos pelos espanhóis. Nesse lote havia exemplares de pelagens sarapintadas descendentes remotos de cavalos da África Central. Os Nez Persé, que eram grandes criadores de cavalos, praticavam rigorosas políticas selectivas. Finalmente obtiveram um cavalo capacitado para qualquer trabalho, de aspecto inconfundível, além de essencialmente pratico. Em 1877, a tribo e a sua bela manada quase foram exterminados quando o governo da união ocupou as reservas. Todavia em 1938, com a formação do Appaloosa Horse Club, em Moscow, Idaho, a raça começou a renascer das cinzas. Seu registo é hoje o terceiro mais numeroso do mundo.

Características: Appaloosa moderna é reprodutor, mas também animal de competição (corridas e saltos) pela consistência, vigor e boa índole. A cinco pelagens oficiais da Appaloosa: Blanket (cobertor), marble (mármore), leopard (leopardo), snowflake (floco de neve) e frost (geada).

Influências: Espanhol: Acrescentou força, resiliência, adaptabilidade – e a pelagem mosqueada.

Altura: Entre 1,47 e 1,57m.

Cores: Sarapintado

Usos: Sela



ÁRABE (O Filho do Vento)

É a raça equina mais antiga do mundo. Sua origem perde-se na noite dos tempos. Os mais remotos registrados de sua presença foram encontrados na câmara mortuária do Faraó Pihiri, que viveu no século XX a. C.

Criação: Sempre criado pelos beduínos do interior da península arábica com fervor, porque eles sabiam que os animais extremamente rústicos sobreviviam às agruras do deserto com temperamento excessivamente quente de dia e noites muito frias no regime de pouca agua e quase nenhum alimento. Sua resistência às intermináveis deslocações das tribos à procura de novas pastagens é outra características universalmente reconhecidos. Foi usado desde tempos imemoriais pelos beduínos como meio de transporte, na caça e nas constantes guerras intertribais, sendo a mais veloz das raças equinas em estado natural. Dócil e obediente, sua beleza física inspirou poetas, pintores e escultores desde tempos antigos. Sua resistência e rusticidade tornou a montaria de generais famosos como Alexandre, o grande, Napoleão Bona Parte, Reis e Príncipes.

Características: É o mais harmonioso dos cavalos. Sua silhueta e inconfundível. Cabeça pequena, sempre alta, com perfil ligeiramente côncavo; olhos redondos, grandes e vivos; pescoço longo finamente arqueado; espáduas inclinadas, lombo curto, garupa quase horizontal, cauda alta com fios sedosos e longos, quando em movimento estes se elevam até a vertical. Pernas fortes, boa musculatura, andar largo e cascos duros como marfim. Sua aparência geral detona força e vitalidade. Ao contrario das outras raças que possuem dezoito costelas, seis vértebras lombares e dezoito vértebras na cauda, o Árabe tem, respectivamente, dezassete – cinco – dezasseis. Ele e o PSI são criados em todos os países do mundo e os stud books são aprovados e dirigidos WAHO (World Arab Horse Oraganization), ao qual Portugal também filiado.

Altura: Entre 1,47 e 1,57m.

Cores: Tordilho, Castanho, Alazão, Preto.

Usos: Sela, Corridas, Saltos de obstáculos, lida do gado, lazer e circo.



BERBERE

O Berbere perde apenas para o Árabe como um dos fundadores da população equina no globo. O cavalo Espanhol, dele derivado, serviu de base às principais raças europeias e a muitas das americanas. O Berbere desempenhou também papel na evolução do Thoroughbred inglês (PSI).

Criação: A raça é originária de Marrocos, na África do norte. Acredita-se que se tenha formado de cavalos selvagens sobreviventes da era glacial. Se isso for exacto, o Berbere é tão antigo quanto o Árabe. Em algum momento da evolução, deve ter recebido uma infusão de sangue Árabe, mas a sua conformação nada deve ao ideal Árabe – o que indica a existência de um gene poderoso, maciçamente dominante. Nos últimos anos tem havido um grande refinamento do Berbere tradicional – montaria suprema dos cavaleiros Berberes que tiveram parte tão saliente nas conquistas muçulmanas na Idade Média. Embora não haja respostas definitiva à controvertida questão da origem do cavalo Berbere, é pacífico existirem diferenças fundamentais entre o Berbere e o Árabe.

Características: O Berbere não impressiona à primeira vista: tem a garupa caída, a cauda de implantação muito baixa, e uma cabeça sem nada de especial, com formação craniana que se assemelha a dos cavalos primitivos. O perfil é recto, e o chanfro às vezes, romano. Não obstante, a resistência e o vigor do Berbere são ilimitado, indicando uma disposição à toda prova. É cavalo de excepcional agilidade, capaz de cobrir com grande velocidade distancias curtas.

Altura: Cerca 1,50m.

Cores: Tordilho, Castanho, Alazão

Usos: Sela



CRIOULO

Embora seja cavalo nativo da Republica Argentina, o Crioulo pode ser encontrado sobre formas ligeiramente diferentes e uma grande variedade de nomes, em todo o continente Sul Americano. No Brasil, por exemplo, é o ‘Crioulo Brasileiro’. Na Argentina, o Crioulo é a montaria indispensável do gaúcho, o comboy dos pampas, e teve importante papel no surgimento do famoso Polopony dos país.

Criação: O Crioulo e descendente direito do cavalo espanhol trazido pelos descobridores do século XVI. Esses cavalos tinham sangue berbere. As primeiras importações de vulto para o vice-reinado do Prata foram feitas em 1535 por D. Pedro Mendoza, o fundador de Buenos Aires. Mais tarde, quando a cidade foi saqueada pelos índios, esses cavalos se espalharam por vastas áreas do campo e procriarão livremente – dai a disseminação.

Características: o Crioullo é um dos cavalos mais fortes e mais saudáveis que existe, um atributo à sua as centralidade espanhola. É capaz de viver em condições de extremo calor o frio com mínimo de alimentação, tem incrível resistência e é famoso pela longevidade.

Influencias: Espanhol: Contribui para a excepcional fortaleza e resistência da raça.

Altura: Entre 1,42 e 1,52m.

Cores: Castanho, Baio

Usos: Sela



FALABELLA

As causas naturais de pequenas estatura em equinos são de ordem ambiental: severas condições climáticas combinadas com escassez de alimento. É possível, no entanto, obter cavalos miniaturas ou de grande porte. Os de pequeno porte têm sido criados pelo homem através da história, às vezes como animais de estimação, outras simplesmente para satisfazer a curiosidade. O melhor exemplo disso é o Falabella, considerando um cavalo miniatura e não um pónei, por sua proporções e seu caracter.

Criação: Tira o seu nome da família Falabella, responsável pela evolução da raça no ranço Recreo de Roça, nas imediações de Buenos Aires, Argentina. Cruzaram-se os mais pequenos Shetland disponíveis com um PSI de porte reduzido; e a partir dessa primeira operação, praticou-se a endogamia, sempre com os menores exemplares obtidos por cruzamentos selectivo. O alvo perseguido era um espécime equino quase perfeito, mas miniatura. Acontece, que um processo desses pode resultar em defeitos de conformação e uma indesejável perda de vigor. Diz-se que os Falabellas são bons para o tiro mas não como montaria. Um dos menores exemplares conhecidos foi a égua chamada Sugar Dumpling, de Smith McCoy, de Roderfield, Virgínia, Estados Unido. Media 51cm de altura e pesava 13,6kg.

Características: Defeitos de conformação como jarretes fracos, membros tortos e cabeças pesadas são comuns em qualquer raça miniatura. E, no entanto, os melhores exemplares de Falabella ostentam muitas das qualidades de um bom Shetland . como animais de estimação, eles se mostram afectuosos e inteligentes. Sua pelagem pode apresentar atraentes padrões, inclusive pintados.

Influências: Shetlands: A base foram os Shetlands, cruzados com pequenos PSI.

Altura: Até 60cm.

Cores: Todas, inclusive combinadas.

Usos: Inovadores.



HUNTER (Caçador)

O ‘Caçador’ é um tipo de cavalo peculiar à Inglaterra e à Irlanda. Não constitui, a rigor, uma raça, de vez que lhe faltam características comuns fixas e ele pode variar segundo as exigências do país em que é montado. Num país de prados e cercas vivas – como as famosas hedges da Grã-Bretanha, algumas com milhares de anos -, um cavalo do tipo do Thoroughbred é que seria de desejar. Quando a velocidade não é requisito essencial, um cavalo mestiço confiável e sensível, bom saltador, é mais apropriado.

Criação: Os melhores cavalos de caça são os criados na Inglaterra e na Irlanda, onde esse desporto faz parte da vida rural há séculos. Cavalos de caça irlandeses e ingleses são, em geral, produto do cruzamento de Irish Draughts com Thoroughbreds. Muitos têm também sangue pónei, alguns de Cleveland bay, outros, até, de cavalos de tracção pesada. Seja qual for a mistura, os melhores caçadores têm sempre uma boa proporção de sangue de Thoroughbred para dar-lhes coragem, velocidade e aptidões atléticas.

Características: Um cavalo de caça deve ser bem proporcionado, saudável e dono de todos os atributos de conformação de um bom cavalo de montaria. Deve ser equilibrado razoavelmente rápido e audaz o bastante para enfrentar qualquer espécie de obstáculo nas condições da sua função. Deve ser calmo, ter boas maneiras e constituição robusta.

Influências: Thoroughbred: Liberdade de acção de arrojo. Irish Draught: Ossatura (bone), substância e sensibilidade. Cleveland Bay: Bone, porte, aptidão para o salto.

Altura: Entre 1,62 e 1,67m.

Cores: Todas, Inclusive compostas

Usos: Sela



Lusitano

O Lusitano faz-se notar como um vistoso cavalo de carruagem, bem como de sela. Foi, em tempos idos, a montaria dos cavaleiros portugueses. É ainda o cavalo favorito dos toureiros portugueses e, nesse papel, é treinado nos movimentos mais avançados da Haute École. Nos últimos anos, tornou-se popular fora da península ibérica e tem admiradores entusiastas nas Ilhas Britânicas, nos Estados Unidos e principalmente no Brasil.

Criação: A raça é, com feito, a versão portuguesa do Andaluz, difícil de distinguir do modelo, embora seja possível, em muitos casos, perceber ligeiras diferenças.

Características: Embora possa ter pernas mais compridas que o Andaluz, aos olhos da maior parte dos especialistas o inteligente Lusitano é tão bravo, tão rápido e tão soberbamente equilibrado quanto o cavalo Espanhol. Seus movimentos, naturalmente elevados, são espectaculares; e a agilidade, surpreendente.

Influências: Berbere: A natureza árdega, a bravura, força, robustez e grande agilidade. Sorraia: Raça de base, ‘primitiva’, responsável pelo vigor e pela resistência.

Altura: Varia entre 1,52 e 1,62m.

Cores: Tordilho, Castanho, Alazão

Usos: Sela, Tiro, Touradas, Adestramento, Shows



MORGAN

O Morgan tem uma peculiaridade: a raça nasceu de um único reprodutor excepcionalmente prepotente, que se chamou, de início, Figure, mas ficou depois conhecido pelo nome do seu segundo dono, o professor Justin Morgan, que o recebeu em pagamento de uma dívida (1975). Cavalo de passeio e, cada vez mais, de competição, de sela e de tiro por igual, o Morgan foi, até a mecanização, o cavalo de remonta do exército americano. Uma estátua de Justin Morgan na Morgan Horse Farm da universidade de Vérmont, é um memorial permanente a um dos mais extradionários cavalos do mundo.

Criação: O garanhão que fundou a raça nasceu em 1789 ou 1793 em West Spingfield. Massachusetts e viveu em Randolph, no Vermont. Trabalhou duro puxando, arado, carregando madeira e limpando florestas para plantação. Tomou parte em inúmeras competições de velocidade e tracção e nunca foi vencido. Todos os Morgans descendem dele. Sua própria origem é ainda objecto de discussão. São três as teorias principais: seria filho de um Thoroughbred, Tru Briton; de um Frísio importado; ou de um Welsh Gob, o que não é impossível.

Características: O Morgan foi deliberadamente condicionado para exibir uma andadura elevada, pomposa. Mas se os cascos são aparados de modo normal, o cavalo se move livremente no quadro das andaduras tradicionais sem levantar indevidamente os jarretes. A raça é resistente, tem grande exuberância e vigor excepcional. Mais refinado na aparência que o arquétipo antigo, mas parrudo também, o Morgan moderno é fogoso, mas inteligente e fácil de adestrar.

Influências: Árabe: contribuição possível mas não documentada. Thoroughbred: O sangue thoroughbred pode ter tido papel significativo nos primeiros tempos.

Altura: Entre 1,47 e 1,57m.

Cores: Todas, excepto Tordilho

Usos: Sela, Tiro



ORLOV TROTTER

Antes da revolução de Outubro, a criação de cavalos estava nas mãos da aristocracia latifundiária. O notável criador Conde Alexei Orlov criou o Orlov Trotter no seu haras de Kherenov. Embora destinado às corridas, o Orlov foi também criado como cavalo de carruagem e a auxiliar na agricultura.

Criação: O Conde Orlov começou o seu programa de criação em 1778, cruzando um reprodutor árabe de cor branca, Smetanka com uma variedade de éguas. Polken I, descendente direito de Smetanka e filho de uma égua dinamarquesa Warmblood foi acasalado com uma égua holandesa Warmblood, de cor russa gerando Bars I (1784), o fundador da raça Orlov. Bars I foi, cruzado com éguas árabes, dinamarquesas, holandesas e inglesas mestiças. Consegui-se o tipo desejado por endogamia com o próprio Sir fundador. Corridas e avaliações sistemáticas de desempenho aperfeiçoaram a raça. Orlovs foram também cruzados ocasionalmente com Standardbreds para obter Russian Troters, mais velozes porém menos úteis.

Características: O Orlov é um cavalo alto de compleição leve, é musculoso e muito bem proporcionado.

Influências: Norfolk Trotter: Transmitiu uma constituição robusta e excelência do trote. Árabe: Usado para refinar a ‘matéria prima’ rústica, de utilidade agrícola. Holandês: Porte substância índole tranquila e estável. Thoroughbred: Maior capacidade física, melhor acção e velocidade.

Altura: Cerca de 1,62m.

Cores: Tordilho, Castanho, Negro

Usos: Sela, Tiro



PAINT HORSE (PINTO)

A duas sociedades nos EUA para este tipo de cavalo – a Pinto Horse Association e American Paint Horse, ambas sedeadas em Fort Worth, Texas. A Pinto Horse Association registra qualquer espécie de cavalo que preencha seus requisitos de cor. Ela classifica-os em stock type (reprodutor estabulado), hunter (caçador), pleasure type(de estemição), saddle type (de sela). American Paint Horse Association registra reprodutores com sangue de Paints, Quarter Horse, Thoroughbreds.

Criação: O Pinto descende dos cavalos espanhóis trazidos para a América no século XVI. Até aos séculos XVIII e XIX, uma linhagem de cavalos pampas ou pintados, derivados de sangue espanhol, ainda existia na Europa. O nome ‘pinto’ vem dos espanhol pintado, que se tornou, para os comboys do Oeste americano, paint. Cavalos com mais de uma cor ou mosqueados eram também chamados de Calicos.

Caracteristicas: São dois os tipos de coloração: ovaro, e tobiano. Ovaro é a pelagem com a cor básica de acompanhada de grandes manchas brancas irregulares; Tobiano é a pelagem de fundo branca com grandes irregularidades de cor. É difícil dar ao Pinto status de raça, no sentido tradicional da palavra devido à falta de consistência do tipo e do tamanho. É mais uma pelagem.

Influencias: Atributos físicos, bem como os diversos tipos de coloração.

Altura: Entre 1,52 e 1,62m.

Cores: Compostas

Usos: Sela



PASO

O Passo peruano, ou ‘cavalo marchador’ tem os mesmos antepassados que o crioulo argentino. Distingue-se por sua andadura, conhecida por lateral gait, e uma conformação particular, preservada e confirmada pela criação selectiva à três séculos ou mais.

Criação: A criação é dirigida para aperfeiçoamento da andadura natural, o paso. Este tipo e acção comporta um movimento vigoroso rotativo das pernas dianteiras, garantido pelo emprego firme das pernas traseiras, enquanto a garupa é conservada baixa. Mesmo em terreno acidentado, a andadura pode ser mantida por vários períodos.

Características: A raça é muito forte. As pernas traseiras e suas quartelas são cumpridas; e as juntas, em geral, extremamente flexíveis. Esse conjunto de factores contribui para o celebrado conforto do paso como andadura.

Influências: Espanhol: As antigas andaduras típicas dos espanhol são responsáveis pelo paso.

Altura: Entre 1,42 e 1,52m.

Cores: Todas, Simples

Usos: Sela



QUARTER HORSE

O Quarto de milha, o primeiro de todos os cavalos americanos de raça, é tido como “o mais popular do mundo”. Mais de três milhões estam registados na American Quarter Horse Association, fundada em Forct Worth em 1941.

Criação: Seleccionada nos Estados Unidos da América, a partir dos cavalos selvagens "Mustangs" de origem berbere e árabe, introduzidos na América pelos colonizadores espanhóis. A partir de 1611, com a chegada de algumas éguas vindas da Inglaterra, cruzadas com os garanhões "Mustangs", deu como resultado animais compactos, extremamente dóceis, muito musculosos e capazes de percorrerem pequenas distâncias com mais rapidez que quaisquer outras raças. Sua selecção foi direccionada para produzir animais de trabalho e lida com o gado, tornando-o imbatível para a condução do gado e captura de reses desgarradas, graças à sua velocidade em curtas distâncias. Actualmente cruzados com o Puro Sangue Inglês dão excelentes animais de corrida, imbatíveis nas curtas distâncias. O Quarto de Milha foi introduzido no Brasil em 1954, por iniciativa da empresa King Ranch, na região de Presidente Prudente.

Características: Cavalos muito versáteis, dóceis, rústicos e inteligentes com altura média de 1.52m,cabeça pequena, fronte ampla, perfil recto, olhos grandes e bem afastados. Pescoço piramidal com linha superior recta, dorso e lombo curtos, garupa levemente inclinada, peito profundo, membros fortes e providos de excelente musculatura, olhos grandes e bem afastados. Pescoço piramidal com linha superior recta, dorso e lombo curtos, garupa levemente inclinada, peito profundo, membros fortes e providos de excelente musculatura.

Influências: Espanhol: Contribui para a agilidade e solidez da constituição. Thoroughbred: Melhorou a velocidade, a conformação e o movimento.

Altura: Entre 1,52 e 1,62m.

Cores: Todas, Simples

Usos: Sela, Lida com Gado



SADDLEBRED

O mais famoso dos cavalos americanos, o Saddelebred já foi chamado Kentuchy Saddler. Oriundo dos estados do sul, onde sempre teve múltiplas aplicações, é tido hoje como um brilhante (se não amaneirado) cavalo de exibição, quer como montaria, quer como animal de tiro.

Criação: O Saddlebred provém do velho Narragansett Pacer, cavalo de utilidade nas plantações de Rhode island, e do Canadian Pacer, ambos marchadores. A raça foi refinada e adquiriu a aparência que hoje ostenta e tanta impressão causa pela velocidade e perfeição de movimentos graças à introdução de sangue Morgan e Thoroughbred.

Características: Cavalo imponente, de grande presença e vivacidade, o Saddlebred executa com perfeição as andaduras passo, trote e cantêr. Chamaram-no, por isso three-gaited. As duas andaduras adicionais, exibidas por um cavalo de cinco marchas (five-gaited) são a slow gait, em que ele se pavoneia, arrogante; e a rack, que é um trote duro, acelerado, de tirar o fôlego. Quando seus cascos são aparados normalmente, o Saddlebred pode ser usado como montaria de passeio.

Influências: Thoroughbed: Qualidade, ímpeto, brilho nos movimentos. Norfolk Roadster: Fonte de facilidade para o trote e da elegante silhueta. Narragansett Pacer: Responsável pelas andaduras especiais. Espanhol: Responsável pelas andaduras clássicas espectaculares, e também por sua capacidade de resistência e robustez.

Altura: Varia entre 1,52 e 1,62m.

Cores: Todas, Simples

Usos: Sela, Tiro



SHAGYA ÁRABE

O mais famoso produto das grandes coudelarias húngaras do século XIX é o Árabe Shagya, criado especificamente como cavalo de sela de qualidade e substância para incomparável cavalaria ligeira do reino. O Shagya actual não degenerou: é tão bom de sela quanto de tiro. E muitos são capazes de brilhar em competições equestres, inclusive de salto.

Criação: O centro do Shagya é o haras de Babolna, fundado em 1789. Depois de 1816, Babolna concentrou-se na criação de puros Árabes ‘do deserto’; e depois, cada vez mais, na de mestiços da ‘raça árabe’. Estes eram descendentes de garanhões puros sangues e éguas predominantemente Árabes mas com sangue Espanhol, Húngaro e Thoroughbred, e eram maiores do que um Árabe comum (tinha 1,52m). Proveniente da Síria, chegou a Babolna em 1836. Descendentes dele podem ser ainda encontrados em Babolna e em outras áreas da Europa.

Características: O Shagya é inteiramente árabe no aspecto e no carácter, mas é o maior e tem mais substancia e ossatura do que muitos dos cavalos Árabes modernos. A cernelha é menos pronunciada; e as fortes espáduas mais obliquas. As pernas posteriores, muitas vezes alvo de critica (legitima) aos cavalos árabes, são notavelmente correctas nos Shagya.

Influência: Árabe: A superioridade da raça Árabe desempenhou grande papel ao desenvolvimento do Shagya.

Altura: Cerca de 1,52m.

Cores: Todas, Simples e Uniformes

Usos: Sela, Tiro



SorraiA

Acredita-se que os primeiros cavalos domesticados na Europa tenham sido os da Península Ibérica. Hoje descendentes desses equinos primevos, i.e., das raças fundadoras, ainda podem ser vistos tanto em Portugal como na Espanha. Entre eles estão os da raça chamada Sorraia, em muitos dos quais a cor e a conformação têm extraordinária semelhanças com as do Tarpan e com o mais refinado Garrano ou Milho, de raízes idênticas porém habitat mais para o norte, nos vales de Garrano do Milho e Trás-os-Montes.

Criação: O Sarraia vivia nos campos que ficam entre os rios Sor e Raia; e durante anos a famosa família d’Andrade conservou uma manada deles em estado selvagem. É de crer, e já foi dito que esses animais, depois de submetidos à poderosa influência dos cavalos Berberes da África do Norte, tenham contribuído para o renomeado cavalo Espanhol e, através do sangue difundido dessa estirpe, para uma variedade de raças diferentes.

Características: durante séculos, o Sorraia foi usado por vaqueiros locais e para o trabalho agrícola leve Não pode ter sido considerado, a esse tempo um espécime sobremodo atraente. Pois não obstante, e malgrado a cabeça pesada e a cauda caída, conservou ele todo o vigor dos seus antepassados selvagens.

Influências: Tarpan: Na raiz da raça, deu-lhe a excelência da compleição básica. Berbere: Melhorou os movimentos, aumentou-lhe o tamanho e acrescentou o carácter fogoso.

Altura: Varia entre 1,27 e 1,32m.

Cores: Cinza-Pardacento

Usos: Bravio, Leve Trabalho Agrícola



Thoroughbred (PSI)

O Thoroughbred (ou PSI) é a raça de corrida que vemos nos clube jóqueis. É o mais veloz dos equinos e a base de uma imensa indústria multinacional de criação e corridas.

Criação: A raça originou-se na Inglaterra nos fins do século XVII e princípios do XVIII com a importação de cavalos Árabes da Arábia. Um facto incrível é que todos os PSI do mundo são descendentes direitos pela linhagem paterna de três garanhões puro-sangue Árabes: o Byerley Turco importado em 1684, o Darley Árabe em 1704 e o Ggolphin Árabe (algumas vezes impropriamente chamado de Berbere) em 1731. Além desses três, houve muitos outros reprodutores e matrizes Árabes, sendo que em sua origem a raça estava saturada de sangue Árabe e em pequenas escalas de Berberes.

Características: Raça seleccionada para corridas curtas em distâncias de mil a dois mil metros, em pistas planas, pilotados por leves jóqueis de 60kg. São animais muito velozes e bem proporcionados, possuindo grande capacidade atlética e considerável vigor físico e mental. É corajoso, mas também nervoso e excitável, com temperamento às vezes difícil.

Influências: Árabe: Velocidade, beleza e disposição atlética. Contribuição decisiva. Berbere: Contribuiu com velocidade, ardor e grande agilidade. Galloway: Deu contribuição mínima ao PSI.

Altura: Varia entre 1,62 e 1,67m

Cores: Tordilho, Castanho, Alazão

Usos: Sela, Corridas planas, Desportos Hípicos



WELSH COB

O Welsh Cob, com sua andadura de trote explosivo, desperta tão grande fervor na sua pátria quanto os coros galeses ou o ruby no Cardiff Arms Park. É ele o sucessor natural da grande tradição do Norfolk Roadster, que teve, aliás, papel na sua evolução. Como animal de tiro, nenhum outro o supera em ímpero e bravura; como montaria, é um audacioso corredor, com grandes qualidades para o salto.

Criação: O Welsh Cob (secção D no stud book) é, em matéria de perfeição, uma versão ampliada do Welsh Mountain Pony, de quem descende. Esses póneis foram cruzados com animais dos romanos e, depois, nos séculos XI e XII, com cavalos Espanhóis para produzir o Powys cob e um outro animal, mais pesado, o Welsh Cart Horse. Nos séculos XVIII e XIX, novos cruzamentos, agora com Norfolh Roadters e Yorkshire Coach Horses, mais uma miniatura de sangue Árabe, resultaram no Cob moderno. Já houve, no passado, um florescente mercado de Cob para aplicação militar (Infantaria montada, tracção de canhões). E até à década de 1960, Cobs foram utilizados, em grandes números, no transporte de pão, e outros artigos nas cidades grandes.

Características: Welsh Cob: tem ainda alguma procura como cavalo de sela e de tiro. Cruzado com Thoroughbred, produz excelentes cavalos de competição. O Cob é excepcionalmente robusto na constituição e tem grande resistência.

Influencias: Welsh A: Base do Cob responsável pela andadura e solidez. Espanhol: Melhorou tamanho e força contribuiu para a bela postura. Norfolk-Roadster: A boa qualidade do trote e a robustez.

Altura: Entre 1,47 e 1,57m.

Cores: Todas, Simples e Uniformes

Usos: Sela, Tiro



GALICENO

O Galiceno, pónei do México, é outro exemplo do legado espanhol às Américas. A partir de 1950, a raça se espalhou para o norte, passou aos Estados Unidos, e foi reconhecida no país em 1958. É vista como ‘ponte’ ideal para jovens cavaleiros, transição póneis para cavalos.

Criação: O Galiceno, como o nome indica, originou-se na Galícia, província do noroeste da Espanha, afanada, desde a antiguidade, por seus cavalos de andadura macia. O Galiceno actual ainda se distingue por essa qualidade e pela rapidez, muito louvada na Inglaterra elisabetana. Os ancestrais desses ‘cavalinhos’ estariam entre os equídeos trazidos pelos espanhóis da Hispaniola para o continente no século XVI, talvez descendentes das Sorraias e Garranos (diferentes nomes para o mesmo cavalo) indígenas da Península Ibérica.

Características: O Galiceno é resistente e robusto, tratável, inteligente, versátil. Sua natural agilidade e velocidade lhe garantem a popularidade como pónei de rancho e de competições. É usado como animal de transporte.

Influência: Espanhol: Contribui para a sua aparência, constituição e espírito.

Altura: cerca de 1,42m.

Cores: Todas, Desde que Uniformes

Usos: Sela, Tiro



CAVALO FINLANDÊS

Em tempos passados havia duas raças finlandesas: a Finnish Draught (‘de tiro’) e a Finnish Universal (‘para toda obra’). Ambas eram criadas considerando a actuação e o desempenho e não a aparência. O Finlandês destinado à tracção, o mais pesado dos dois, era um animal possante de aspecto comum mas andadura viva e rápida. O Universal, mais leve, podia ser montado, usado para puxar cargas de peso moderado e, principalmente para corridas atrelado a viaturas ligeiras. A partir da década de 1970, acentuou-se a preferência geral por cavalos utilitários mais leves, embora haja ainda papel para os demais na lavoura e, sobretudo na silvicultura.

Criação: O Finlandês descende, provavelmente de antigas raças europeias de cavalos pesados e ligeiros, cruzadas com raças warmblood e coldblood. Um livro de registros de pedigrees foi aberto em 1907, tanto para os animais leves quanto para os pesados dessa raça, e se instituíram rigorosamente testes de desempenho para os dois tipos.

Características: O Finlandês, sereno e equilibrado, tem, a despeito do seu arcabouço relativamente leve, a força da tracção de um cavalo muito mais pesado. E a isso se combinam, com rara facilidade, o carácter, a rapidez e a agilidade das raças ligeiras. É resistente, longevo, dono de notável robustez. Seria ocioso dizer que impressiona também por sua constituição. A inclinação dos quartos a partir da garupa e, ainda, a acentuada extensão do dorso, são típicas do cavalo de tiro destinado a competições e reflecte a mudança de ênfase ocorrida na criação do Finnish Horse.

Influências: Pónei Finlandês: Os póneis nativos, notáveis pela resistência deram uma sólida base para cruzamentos com raças de fora. Oldenburg: Fixou o carácter do Finlandês e acrescentou-lhe porte e acção.

Altura: Cerca de 1,57.

Cores: Todas.

Usos: Tracção Ligeira.



DANISH WARMBLOOD

Representantes de uma das raças mais recentes da Europa, criada à propos para competições, os cavalos Danish Warmblood só tiveram stund book próprio na década de 1960. Em tempo curto, porém os criadores dinamarqueses produziram um animal de qualidade superior e versatilidade maior que a de muitos cavalos europeus de reputação firmada.

Criação: A Dinamarca tem tradição equestre. Monges cistercianos do século XIV costumavam cruzar, no Holstein (ducado dinamarquês até 1864), cavalos Espanhóis da melhor categoria com éguas de grande porte, nativas da Alemanha sententorial. Um dos resultados disso foi Frederiksborg. O Danish Warmblood tem por base o Fredericksborg cruzado com Thoroughbreds ingleses. As éguas locais resultantes dessa operação eram então acasaladas com garanhões Anglo-Normandos (Selles Français), com Thoroughbreds e com Trakehners. O produto era aperfeiçoado para tornar-se um cavalo saudável e robusto, de excelente conformação, estável, largo escopo de acção e aptidão para o galope. A participação do hanoveriano prima pela ausência no caldeamento do Danish Warmblood, o que pode ter contribuído para o seu carácter singular se comparado com outros Warmbloods.

Características: Os melhores cavalos dinamarqueses têm um perfil de Thoroughbred combinando substância, força e boas pernas. Corajosos e árdegos, têm excelente temperamento e acção. São brilhantes animais de dressage, com desempenho de primeira classe no cross-country.

Influências: Fredericksborg: Os fundamentos, o porte vistoso, a elegância como cavalo de sela. Trakehner: Usado por seu tipo fixo e conformação correcta. Psi: Deu-lhe melhor qualidade, rapidez e desempenho.

Altura: Cerca de 1,67m.

Cores: Todas, Uniformes

Usos: Sela



FREDERIKSBORG

No século XVI, a Dinamarca era um dos centros principais de criação de elegantes e activos cavalos de sela e de cavalos de batalha de grande categoria. Esses cavalos, ditos ‘Frederiksborgs’, eram produto de uma coudelaria fundada pelo rei Frederico II, em 1562. Pluto, cavalo branco ‘Espanhol’, e um dos fundadores da linhagem Lipizzaner que leva o seu nome, era um Frederisborg, nascido no haras da corte da Dinamarca em 1765.

Criação: A raça descende efectivamente de cavalos Espanhóis. Só posteriormente se acrescentaram a essa base de elementos de cavalos afins, Napolitanos, (Nápoles esteve sob o domínio espanhol de 1503 a 1734). No século XIX ocorreram outros cruzamentos agora com garanhões Árabes e mestiços (halfbred) Ingleses. O resultado foi um esplêndido cavalo de montariam, empregado com êxito para melhorar outros cavalos do país, como o Jutland. A exportação indiscriminada exauriu, porém, as caudelarias do reino, que passaram a criar PSI – e araç original por pouco não desaparecia. Durante algum tempo, criadores independentes asseguraram a sobrevivência dos Frederiksborgs, embora reduzidos a puxadores de carruagens. Mas a crescente demanda de cavalos de sela acabou por generalizar a criação de PSI, e é improvável que ainda existam representastes legítimos da antiga raça.

Características: Embora cavalo de sela, o Frederiksborg sempre conservou suas qualidades de cavalo de carruagem: robustez e andadura aristocrática.

Influências: Espanhol: Responsável pela elegância e pela presença majestosa.

Altura: Cerca de 1,60m.

Cores: Castanho

Usos: Sela



OLDENBURG

O Oldenburg foi criado no século XVII como cavalo de carruagem capaz de enfrentar com galhardia caminhos difíceis e de desempenhar também, a conno, tarefas agrícolas. Desde então, a raça vem se adaptando continuamente a outras exigências graças a uma criação hábil e cuidadosamente controlada. Dos WarmBloods, o Oldenburg é ainda o mais possante e o mais apropriado para o dressage ou como animal de competição.

Criação: A raça, baseada na Frigia, originou-se nas províncias de Oldenburg e Ost-Friesland, hoje Alemanha. Deve sua instituição ao conde Anton Gunther von Oldenburg (1603-1667), que usou para formá-la sangue Espanhol e Napolitano. Garanhões ingleses mestiços foram introduzidos no fim do século XVIII; e Thoroughbred e alguns Cleveland Bays, por volta de 1897. também um cavalo Normando – Normann 700 -, produto hídrico de Norfolk Roadsters e mestiços ingleses, teve grande participação. E quando a ênfase se deslocou para a produção de cavalos de montaria, outro espécime Normando – Condor – foi usado, bem como um Thoroughbred – Lupus. Cruzamento recentes têm sido efectuados também com Thoroughbreds e, ocasionalmente, com Hanoverianos.

Características: O Oldenburg é hoje um cavalo magnífico, de temperamento calmo e estável. Tem andadura correcta, rítmica, apesar de certa dúvida sobre a movimentação do joelho. E, o que é de surpreender em cavalo arcabouço tão grande, o Oldenburg se faz adulto depressa.

Influências: Normando: Transmitiu-lhe as qualidades dos mestiços ingleses. Thoroughbred: Melhorou a raça e tornou mais leves os Oldenburg, no início pesados. Frísio Foi a contribuição principal resistência, economia, docilidade no treino.

Altura: Entre 1,67 e 1,78m.

Cores: Todas, Uniformes

Usos: Sela, Tiro


Retirado do livro "Cavalos"

Autor: Elwyn Hartley Edwards

Editora: Ediouro