A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA

DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL

Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das

abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo

deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural

Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e

as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar

questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso

e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a

um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve

pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que

merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de

maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental

sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,

Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural

agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais

teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões

procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E DOENÇA

Manejo integrado de pragas e doenças

Um dos objetivos da produção integrada é manejar a cultura para que as plantas possam expressar sua resistência natural às pragas e patógenos e possam ser protegidos os organismos benéficos.
Nesse sistema, deve-se conciliar diversos métodos de controle, levando-se em consideração o custo de produção e o impacto sobre o ambiente, reduzindo ao máximo o uso de agroquímicos.
Na produção integrada deve-se favorecer a adoção de métodos não químicos ou alternativos tais como feromônios, biopesticidas, erradicação de hospedeiros alternativos, retirada e queima das partes vegetais afetadas. A adubação equilibrada, a poda e raleio adequados são fatores que desfavorecem o estabelecimento das pragas e patógenos e facilitam o seu controle.
Os produtos permitidos, proibidos e os de uso restrito a serem utilizados no controle de pragas e doenças são apresentados nos anexos.

Monitoramento de Pragas

Mosca-das-frutas: O monitoramento pode ser efetuado instalando-se frascos caça-mosca modelo Valenciano e usando como atrativo o suco de uva a 25%.
O controle com isca tóxica deve ser iniciado quando houver presença da praga no pomar e as frutas apresentarem tamanho superior a 1,5 cm de diâmetro. A aplicação de inseticidas em cobertura só deve ocorrer quando for constatado o nível de 0,5 moscas/frasco/dia, utilizando inseticidas com ação de profundidade. A isca deve ser aplicada pelo menos duas vezes por semana, intensificando na periferia do pomar, nos pontos de entrada da mosca.

Lagarta enroladeira: Para o monitoramento, recomenda-se utilizar uma armadilha com feromônio para cada 5 ha, instalando no início de setembro e mantendo-a até a colheita da última cultivar.
Em pomares menores, deve-se aumentar a densidade, de modo a haver no mínimo duas armadilhas por talhão. O controle da praga deve ser feito quando houver captura superior a 20 machos/armadilha/semana. É importante analisar o monitoramento por talhão, aplicando inseticida apenas naqueles com níveis críticos.

Ácaro vermelho europeu: O monitoramento é feito através da amostragem seqüencial no mínimo em 10 plantas por talhão de 5 ha, retirando-se 5 folhas por planta e anotando-se o número destas com presença do ácaro. As plantas podem ser diferentes a cada avaliação. Para o controle deve-se levar em consideração a percentagem de folhas infestadas e o ciclo vegetativo da cultura. No início da temporada o controle deve ser feito quando 50% das folhas acusarem a presença da praga, enquanto que, no período que antecede a colheita, somente deve-se aplicar o acaricida quando mais de 70% das folhas apresentarem ácaros. Após a colheita o ácaro será controlado se a infestação das folhas for superior a 90%.
O acaricida abamectin pode ser aplicado apenas uma vez por ciclo, logo após a queda das pétalas, independente do nível populacional, e seu uso está limitado àquelas áreas com alta infestação de ovos de inverno.


Grafolita: Para o monitoramento, deve-se utilizar uma armadilha com feromônio para cada 3 a 5 ha, instalando-a no final de agosto e mantendo-a até a colheita. Em pomares menores, deve-se aumentar a densidade, devendo haver no mínimo 2 por talhão.
O controle da praga deve ser feito quando houver captura superior a 30 machos/armadilha/semana.


Cochonilha: Deve-se identificar e registrar a presença das larvas (provavelmente entre setembro e novembro) e efetuar aplicações localizadas nos focos usando inseticida fosforado. O óleo mineral aplicado para quebra de dormência ajuda a controlar a cochonilha.

Pulgão lanígero: Efetuar a identificação dos focos controlando-os com dimetoato até a primeira quinzena de novembro.

Manejo das doenças

A profilaxia é um dos componentes mais importantes e será prática obrigatória no controle das doenças. Após a poda, raleio e colheita, os restos vegetais devem ser destruídos, triturados e a seguir retirados do pomar ou incorporados ao solo da entrelinha após serem umedecidos com uma solução de uréia (1%) ou com suspensão de esterco.
A decisão sobre o tipo de tratamento fungicida e a ocasião de executá-lo deverá ser embasada nas características da doença, nas informações das Estações de Aviso e nas condições meteorológicas que ocorrem no pomar.
Os tratamentos com fungicidas de contato serão repetidos a cada sete dias ou 25 mm de chuva no controle de sarna, a cada 10 dias ou 35 mm no caso das outras doenças na cv. Gala e a cada 10 dias ou 50 mm na cv. Fuji.
Os fungicidas permitidos, proibidos e com restrições de uso para a PIM são apresentados nos Anexos.


Tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários

Na PIM, devem ser feitos, periodicamente, uma inspeção e controle dos pulverizadores em locais estruturados com equipamentos e métodos reconhecidos internacionalmente, para melhorar a qualidade e eficiência dos tratamentos realizados, assim como diminuir os desperdícios de produtos e contaminação do ambiente.
Quando se utilizam produtos na formulação líquida, estes podem ser adicionados diretamente no tanque com a quantidade de água desejada. Para produtos na formulação pó molhável deve-se fazer uma pré-diluição, agitando-se até a completa suspensão do produto.
No manejo dos agroquímicos devem ser cumpridas integralmente as normas de segurança individual e de proteção ao consumidor e ao meio ambiente.


Tratamento químico de doenças que ocorrem na pós-colheita

Para minimizar a utilização de produtos químicos sobre a fruta, deve-se priorizar as práticas de prevenção de ocorrências de enfermidades fúngicas e fisiológicas. Para tanto, é obrigatório:

  • colher a fruta no momento correto;
  • eliminar fontes de inóculo no pomar;
  • manipular cuidadosamente a fruta na colheita, transporte, classificação e embalagem;
  • realizar limpeza e desinfestação ou sanitização de instalações, câmaras frias, embalagens e máquinas;
  • utilizar adequadamente as técnicas de armazenamento.


Somente é permitido o uso de tratamento fungicida em pós-colheita em frutas de cultivares que cumpram com as seguintes características:

  • tenham uma susceptibilidade de risco moderada ou alta a ocorrência de podridões durante o armazenamento;
  • sejam adequadas para armazenamento prolongado, não sendo permitido comercializar essa fruta por um período inferior a 3 meses.

As frutas tratadas com fungicidas em pré-colheita, não devem ser novamente tratadas com os mesmos princípios ativos em pós-colheita. Na PIM, não se admite o armazenamento de frutas apanhadas do chão. As recomendações para tratamento em pós-colheita são apresentados no anexo.

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