A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA

DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL

Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das

abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo

deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural

Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e

as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar

questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso

e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a

um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve

pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que

merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de

maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental

sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,

Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural

agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais

teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões

procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

COOPERATIVISMO








Em 21 de dezembro de 1844 no bairro de Rochdale, em Manchester ( Inglaterra), 27 tecelões e uma tecelã fundaram a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale" com o resultado da economia mensal de uma libra de cada participante durante um ano.

Tendo o homem como principal finalidade - e não o lucro, os tecelões de Rochdale buscavam naquele momento uma alternativa econômica para atuarem no mercado, frente ao capitalismo ganancioso que os submetiam a preços abusivos , exploração da jornada de trabalho de mulheres e crianças ( que trabalhavam até 16h) e do desemprego crescente advindo da revolução industrial.

Naquele momento a constituição de uma pequena cooperativa de consumo no então chamado "Beco do Sapo" (Toad Lane) estaria mudando os padrões econômicos da época e dando origem ao movimento cooperativista.

Tal iniciativa foi motivo de deboche por parte dos comerciantes, mas logo no primeiro ano de funcionamento o capital da sociedade aumentou para 180 libras e cerca de dez mais tarde o "Armazém de Rochdale" já contava com 1.400 cooperantes. O sucesso dessa iniciativa passou a ser um exemplo para outros grupos.

O cooperativismo evoluiu e conquistou um espaço próprio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social.

Por sua forma igualitária e social o cooperativismo é aceito por todos os governos e reconhecido como fórmula democrática para a solução de problemas sócio-econômicos.











A valorização da união entre as cooperativas existe desde o seu surgimento, e hoje elas estão organizadas internacionalmente. A entidade que coordena esse movimento nos cinco continentes é a Aliança Cooperativa Internacional - ACI.

Criada em 1895 e atualmente sediada em Genebra, Suíça, essa associação não-governamental e independente reúne, representa e presta apoio às cooperativas e suas correspondentes organizações, Objetiva a integração, autonomia e desenvolvimento do cooperativismo.


Em 1946 o movimento cooperativista representado pela A.C.I. – Aliança Cooperativa Internacional foi uma das primeiras organizações não governamentais a ter uma cadeira no Conselho da ONU - Organização das Nações Unidas.


Desde 16 de Setembro de l997, para nosso orgulho, foi eleito presidente da A.C.I. o brasileiro, produtor agrícola e professor - Roberto Rodrigues. Primeiro não europeu a assumir o cargo principal em 103 anos de existência da organização. Quando no Brasil, a sede do presidente da A.C.I. fica também nas dependencias da OCESP.

No âmbito do continente americano essa articulação é feita pela Organização das Cooperativas da América - OCA, fundada em 1963. Hoje essa entidade tem sua sede na cidade de Bogotá, Colômbia, e integra as representações de vinte países, incluindo o Brasil.







A representação de todo o sistema cooperativista nacional cabe à Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, constituída no dia 2 de dezembro de 1969, durante o IV Congresso Brasileiro de Cooperativismo.

Com mais de um século e meio da fundação da Cooperativa "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale", os valores de ajuda mútua, igualdade de direitos e deveres cultivados pelos tecelões ingleses permanecem inalterados, expandindo pelo mundo em todos os segmentos da atividade humana.





Remontando no tempo, vamos encontrar em 1610, com a fundação das primeiras reduções jesuíticas no Brasil, o início da construção de um estado cooperativo em bases integrais. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção. A ação dos padres jesuítas se baseou na persuação, movida pelo amor cristão e no princípio do auxílio mútuo (mutirão), prática encontrada entre os indígenas brasileiros e em quase todos os povos primitivos, desde os primeiros tempos da humanidade.

Porém, é em 1847 que situamos o início do movimento cooperativista no Brasil. Foi quando o médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das idéias reformadoras de Charles Fourier, fundou, com um grupo de europeus, nos sertões do Paraná, a colônia Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas. Essa organização, apesar de sua breve existência, contribuiu na memória coletiva como elemento formador do florescente cooperativismo brasileiro.

Contudo, para aprofundar-nos no desenvolvimento histórico do cooperativismo no Brasil, é necessário fazê-lo por ramos, ou seja, tipos de cooperativas, já que cada um teve a sua própria história, com dificuldades e sucessos distintos, dependendo, quase sempre, das facilidades ou obstáculos oferecidos pelo Governo.







Simbologia:

Pinheiros - Antigamente o pinheiro era tido como um símbolo da imortalidade e da fecundidade, pela sua sobrevivência em terras menos férteis e pela facilidade na sua multiplicação. Os pinheiros unidos são mais resistentes e ressaltam a força e a capacidade de expanção.

Círculo: representa a eternidade, pois não tem horizonte final, nem começo, nem fim.

Verde: Lembra as árvores - princípio vital da natureza e a necessidade de se manter o equilíbrio com o meio-ambiente.

Amarelo: simboliza o sol, fonte permanente de energia e calor.

Dia Internacional do Cooperativismo: instituído em l923 no Congresso da ACI é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados pelo cooperativismo.

Assim nasceu o símbolo mundialmente conhecido do cooperativismo: um círculo abraçando dois pinheiros para indicar a união do movimento, a imortalidade de seus princípios, a fecundidade de seus ideais e a vitalidade de seus adeptos. Tudo isso marcado pela trajetória ascendente dos pinheiros que se projetam para o alto, procurando subir cada vez mais.

Bandeira: O cooperativsimo possui uma bandeira formada pelas sete cores do arco-íris, aprovada pela ACI - ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL em 1932, que significa a unidade na variedade e um símbolo de paz e esperança. Cada uma destas cores tem um significado próprio:
vermelho - coragem.
alaranjado - visão de possibilidades do futuro.
amarelo - desafio em casa, na família e na comunidade.
verde - crescimento tanto do indivíduo como do cooperado.
azul - horizonte distante, a necessidade de ajudar os menos afortunados, unindo-os uns aos outros.
anil - necessidade de ajudar a si próprio e aos outros através da cooperação.
violeta - beleza, calor humano e amizade




Fontes de pesquisa:
OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras
MA - ministério da Agricultura e do Abastecimento
SDR - Secretaria de Desenvolvimento Rural
DENACOOP - Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural
O ABC do Cooperativismo Autor: João Vitorino Azolin Benato - OCESP – 4ª Edição – Outubro/1997
Agradecimento a Revista COOPERAR por permitir a publicação de algumas fotos

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