| |||||||||||||||||||||||||||
A representação de todo o sistema cooperativista nacional cabe à Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, constituída no dia 2 de dezembro de 1969, durante o IV Congresso Brasileiro de Cooperativismo. Com mais de um século e meio da fundação da Cooperativa "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale", os valores de ajuda mútua, igualdade de direitos e deveres cultivados pelos tecelões ingleses permanecem inalterados, expandindo pelo mundo em todos os segmentos da atividade humana. | |||||||||||||||||||||||||||
Remontando no tempo, vamos encontrar em 1610, com a fundação das primeiras reduções jesuíticas no Brasil, o início da construção de um estado cooperativo em bases integrais. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção. A ação dos padres jesuítas se baseou na persuação, movida pelo amor cristão e no princípio do auxílio mútuo (mutirão), prática encontrada entre os indígenas brasileiros e em quase todos os povos primitivos, desde os primeiros tempos da humanidade. Porém, é em 1847 que situamos o início do movimento cooperativista no Brasil. Foi quando o médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das idéias reformadoras de Charles Fourier, fundou, com um grupo de europeus, nos sertões do Paraná, a colônia Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas. Essa organização, apesar de sua breve existência, contribuiu na memória coletiva como elemento formador do florescente cooperativismo brasileiro. Contudo, para aprofundar-nos no desenvolvimento histórico do cooperativismo no Brasil, é necessário fazê-lo por ramos, ou seja, tipos de cooperativas, já que cada um teve a sua própria história, com dificuldades e sucessos distintos, dependendo, quase sempre, das facilidades ou obstáculos oferecidos pelo Governo. | |||||||||||||||||||||||||||
Simbologia: Pinheiros - Antigamente o pinheiro era tido como um símbolo da imortalidade e da fecundidade, pela sua sobrevivência em terras menos férteis e pela facilidade na sua multiplicação. Os pinheiros unidos são mais resistentes e ressaltam a força e a capacidade de expanção. Círculo: representa a eternidade, pois não tem horizonte final, nem começo, nem fim. Verde: Lembra as árvores - princípio vital da natureza e a necessidade de se manter o equilíbrio com o meio-ambiente. Amarelo: simboliza o sol, fonte permanente de energia e calor. Dia Internacional do Cooperativismo: instituído em l923 no Congresso da ACI é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados pelo cooperativismo. Assim nasceu o símbolo mundialmente conhecido do cooperativismo: um círculo abraçando dois pinheiros para indicar a união do movimento, a imortalidade de seus princípios, a fecundidade de seus ideais e a vitalidade de seus adeptos. Tudo isso marcado pela trajetória ascendente dos pinheiros que se projetam para o alto, procurando subir cada vez mais. Bandeira: O cooperativsimo possui uma bandeira formada pelas sete cores do arco-íris, aprovada pela ACI - ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL em 1932, que significa a unidade na variedade e um símbolo de paz e esperança. Cada uma destas cores tem um significado próprio: vermelho - coragem. alaranjado - visão de possibilidades do futuro. amarelo - desafio em casa, na família e na comunidade. verde - crescimento tanto do indivíduo como do cooperado. azul - horizonte distante, a necessidade de ajudar os menos afortunados, unindo-os uns aos outros. anil - necessidade de ajudar a si próprio e aos outros através da cooperação. violeta - beleza, calor humano e amizade | |||||||||||||||||||||||||||
| | Fontes de pesquisa: OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras MA - ministério da Agricultura e do Abastecimento SDR - Secretaria de Desenvolvimento Rural DENACOOP - Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural O ABC do Cooperativismo Autor: João Vitorino Azolin Benato - OCESP – 4ª Edição – Outubro/1997 Agradecimento a Revista COOPERAR por permitir a publicação de algumas fotos | ||||||||||||||||||||||||||
Gleudecy B.C.C.Rodrigues UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA ESCOLA AGRICOLA ASSIS CHATEAUBRIAND CAMPUS II
A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA
DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL
Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das
abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo
deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural
Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e
as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar
questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso
e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a
um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve
pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que
merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de
maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental
sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,
Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural
agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais
teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões
procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário