A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA

DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL

Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das

abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo

deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural

Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e

as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar

questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso

e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a

um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve

pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que

merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de

maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental

sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,

Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural

agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais

teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões

procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

MANEJO DE RECURSOS HIDRICOS

O Seminário sobre Semi-Árido e Recursos Hídricos (29 de setembro a 1.º de outubro de 2004) foi parte do processo preparatório à Cúpula América do Sul - Países Árabes. O Seminário identificou várias áreas potenciais de cooperação científica e tecnológica, em regiões áridas ou semi-áridas, comuns a países árabes e sul-americanos. O Seminário foi organizado em dez painéis

Entre as áreas potenciais de cooperação científica e tecnológica bi-regional, merecem destaque:

(Painel 1 - Agricultura Irrigada: Qualidade da Água, Manejo da Irrigação e Otimização do Uso da Água)

1. Identificação de culturas e sistemas de irrigação mais eficientes , com o objetivo de otimizar o uso dos recursos hídricos
2. Sistemas informáticos aplicados à agricultura
3. Introdução de culturas tolerantes à alta salinidade, de modo a aproveitar zonas com alta salinidade mediante a substituição de cultivos

(Painel 2 - Produção de Frutas e Hortaliças sob Irrigação)

1. Identificação de culturas e sistemas de irrigação mais eficientes , com o objetivo de otimizar uso dos recursos hídricos
2. Intercâmbio de recursos humanos e de informações sobre custo de
equipamentos de irrigação;
3. Intercâmbio de tecnologias, conhecimento e experiências com o "Arab Water
Council"
4. Estudos de tecnologias e fontes de água não-convencionais para agricultura
irrigada

(Painel 3 - Biotecnologia. Produção de plantas resistentes à seca e pragas)

1. Intercâmbio de informações sobre tecnologias de interesse comum: genética
molecular, bioinformática, seqüenciamento genético, genômica
2. Definição de uma "cultura-alvo", possivelmente trigo ou algodão

(Painel 4 - Tecnologias para o Uso Eficiente ou Racional da Água)

1. Controle de qualidade da água
2. Exploração sustentável e conservação de aqüíferos
3. Seguir, sempre que possível, as metas e objetivos da fase 7 do Programa Hidrológico Internacional da UNESCO/IHP (2008-2014)

(Painel 5 - Utilização da Previsão Climática de Precipitação na Modelagem de Recursos Hídricos)

1. Melhoria do fluxo de informações climáticas, na macro escala e em escala
mais reduzida, de forma a responder às necessidades do usuário local
2. Estudos mais aprofundados sobre o fenômeno El Niño
3. Exame da possibilidade de acordos de intercâmbio técnico-científico entre
centros regionais de pesquisa nos Sistemas Aqüíferos Guarani e Nubiano

(Painel 6 - Processo descentralizado e Sustentável de Oferta de Água Dessalinizada em Áreas Isoladas de Regiões Semi-Áridas)

1. Desenvolvimento de ações conjuntas envolvendo o aprofundamento do
intercâmbio de idéias sobre modelos de gestão de sistemas de dessalinização,
bem como sobre as tecnologias alternativas utilizadas nos países das duas
regiões que poderiam ensejar, no futuro, atividades de transferência de
tecnologia entre os países interessados (por exemplo, na área de
dessalinização de água do mar).

(Painel 7 - Desenvolvimento Social: experiência no semi-árido)

1. Intercâmbio de experiências na utilização de tecnologias sociais aplicadas na
segurança alimentar e nutricional

(Painel 8 - Reuso da Água)

1. Tecnologia de reuso de água na agricultura, áreas urbanas, indústria e construção civil

(Painel 9 - Semi-árido e desertificação: inclusão de redes de informação e pesquisa em desertificação e estudos de geoprocessamento de imagens por satélites e ampliação de metodologias já difundidas no país)

1. Criação de sistema integrado de informações climáticas com atualização
dinâmica (construção de "site" na Internet)
2. Confecção conjunta de mapas climáticos aplicados à agricultura
3. Recuperação de áreas degradadas e promoção de práticas de desenvolvimento sustentável

(Painel 10 - Energia renovável descentralizada como vetor da melhoria da qualidade de vida de populações rurais isoladas do semi-árido)

1. Identificação de fontes renováveis de energia, que conjuguem baixo custo e reduzido impacto ambiental
2. Uso da biomassa (lenha, babaçu, mamona, buriti, álcool) e da energia eólica e solar.
3. Experiência de organizações da sociedade civil na assistência às comunidades rurais. Projetos devem buscar equilíbrio entre as circunstâncias econômicas e ecológicas do meio

Nenhum comentário: