Gleudecy B.C.C.Rodrigues UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA ESCOLA AGRICOLA ASSIS CHATEAUBRIAND CAMPUS II
A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA
DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL
Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das
abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo
deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural
Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e
as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar
questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso
e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a
um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve
pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que
merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de
maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental
sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,
Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural
agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais
teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões
procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
CULTIVO DO MARACUJÁ
Depois de anos de pesquisa, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) lançou híbridos de maracujá amarelo. Os híbridos Série IAC 270 (IAC-273, IAC-275 e IAC-277) foram selecionados pela qualidade de fruto e produtividade. Os frutos dos três híbridos da série são bem semelhantes entre si: o "IAC-277" apresenta frutos maiores e mais alongados; o "IAC-275" tem maior proporção de frutos com polpa de coloração alaranjada intensa, extremamente atrativa e aromática, e o "IAC-273", por sua vez, é o de maior produtividade.
PROPAGAÇÃO
O maracujazeiro é propagado quase exclusivamente por sementes.
OBTENÇÃO DE SEMENTES
As sementes dos híbridos podem ser obtidas junto ao IAC. Produtores iniciantes ou de pequena escala, que não quiserem utilizar as sementes dos híbridos, podem adquirir frutos selecionados no mercado e retirar suas sementes. Para o maracujá amarelo, misturar as sementes de 20 frutos completamente maduros, ovais, com mais de 150 g de peso cada um, suculentos, de casca lisa e pouco espessa, com polpa alaranjado intenso. Para a extração de sementes, cortar os frutos e separar as sementes da polpa através de fermentação em recipiente de vidro ou louça, por 3-5 dias. Lavá-las a seguir em peneira e água corrente; secar em papel absorvente, à sombra.
PRODUÇÃO DE MUDAS
Em regiões muito quentes, pode-se semear o ano todo. Em locais com inverno demarcado, semear em julho-agosto. Utilizar sacos plásticos pretos, com furos, de 14 x 28 cm, com um substrato a base de 2 partes de terra de barranco ou esterilizada. 2 partes de esterco de curral bem curtido e 1 parte de material volumoso curtido (bagaço de cana, serragem, palha de café). Acrescentar 1 parte de areia se o solo for muito argiloso. Adubar cada metro cúbico desta mistura com 2 kg de calcário dolomítico e 1 kg de superfosfato simples. As mudas podem ser levadas para o campo em 60-80 dias, a partir da formação do quarto par de folhas até a emissão da primeira gavinha. Reduzir as regas quando o plantio estiver se aproximando
CLIMA E SOLO
O maracujazeiro prefere regiões tropicais e subtropicais, com temperatura média mensal de 20 a 32ºC. Não deve ocorrer um longo período de temperaturas médias abaixo de 16ºC. O maracujazeiro não tolera geadas e ventos frios. Para florescimento e frutificação, há necessidade de calor, umidade no solo e dias longos. No Estado de São Paulo, a exigência de um mínimo de 11 horas de luz por dia associada a alta temperatura, determina a entresafra. As baixas temperaturas e os dias curtos de inverno interrompem a produção, definindo uma safra de 7 a 10 meses por ano, conforme a região o a duração do período frio.
A precipitação anual deve ser de 800 a 1.700 mm, bem distribuídos. Locais com chuvas intensas a frequentes não são recomendados, pois elas causam redução na polinização. Secas prolongadas provocam a queda de frutos.
Deve-se plantar em solos areno-argilosos, profundos e bem drenados. Não utilizar baixadas, solos pedregosos ou com possibilidade de encharcamento, que favorecem a iIncidência de doenças do sistema radicular. Evitar áreas sujeitas a ventos fortes e frequentes. Evitar face sul dos terrenos.
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