A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA

DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL

Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das

abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo

deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural

Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e

as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar

questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso

e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a

um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve

pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que

merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de

maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental

sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,

Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural

agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais

teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões

procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

TOPOGRAFIA

Topografia (do idioma grego topos, lugar, região, e graphein, descrever: "descrição de um lugar") é a ciência que estuda todos os acidentes geográficos definindo a situação e a localização deles numa área qualquer. Tem a importância de determinar analiticamente as medidas de área e perímetro, localização, orientação, variações no relevo, etc e ainda representá-las graficamente em cartas (ou plantas) topográficas.[1]

A topografia é também instrumento fundamental para a implantação(chamadas locações) e acompanhamentos de obras como: projeto viário, edificações, urbanizações(loteamentos), movimento de terra(cubagem de terra), etc.

O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas, sendo utilizado o termo geodésia quando se fala de áreas maiores. Para isso são usadas coordenadas que podem ser duas distâncias e uma elevação, ou uma distância, uma elevação e uma direção.

Índice

[esconder]

[editar] Campo de actuação

A topografia actua em áreas relativamente pequenas da superfície da Terra, de modo que sejam representadas particularidades da área, como construções, rios, vegetação, rodovias e ferrovias, relevos, limites entre terrenos e propriedades e outros detalhes de interesse. As escalas de redução normalmente usadas na confecção de plantas topográficas variam de acordo com o fim a que se destina o referido trabalho: desde 1:50 ( leia-se um para cinquenta ) e 1:100 em representações de lotes urbanos até cerca de 1:5000 para representações de propriedades rurais.

Um dos grandes desafios da cartografia é representar a Terra, que tem superfície curva (ela é um geóide), num plano. Isso é impossível de se fazer sem que ocorram deformações. E quanto maior a área representada, mais significativas são essas deformações. Como a topografia trata de áreas pequenas, o limite de actuação dela, o campo topográfico, é aquele em que seja possível desprezar o erro causado pela curvatura da Terra sem que haja prejuízo de precisão do levantamento topográfico. Esse campo depende da escala do trabalho, pois o erro de medida é limitado ao erro de reprodução e de acuidade visual (ou seja, o erro deve ser tão pequeno que se fosse considerado seria menor que o erro de produção ou reprodução da planta ou ainda menor que o limite visual do olho humano), e para um limite fixo de erro e escalas diferentes, o alcance da área a ser levantada varia. Para uma precisão de 1:200000, o campo topográfico é uma área com um raio de 23 quilômetros[2], o que corresponde a mais de 1600 km².

[editar] Divisões

A topografia divide-se, basicamente, nas seguintes partes:

  • Topometria, que trata da medição de distâncias e ângulos de modo que permita reproduzir as feições do terreno o mais fielmente possível, dentro das exigências da função a que se destina o levantamento topográfico produzido com essas informações. Ela subdivide-se, ainda, em planimetria e altimetria. Na primeira, são medidos os ângulos e distâncias no plano horizontal, como se a área estudada fosse vista do alto. Na segunda, são medidos os ângulos e distâncias verticais, ou seja, as diferenças de nível e os ângulos zenitais. Nesse caso, os levantamentos elaborados são representados sobre um plano vertical, como um corte do terreno;
  • Topologia, como subdivisão da topografia, é a parte que trata da interpretação dos dados colhidos através da topometria. Essa interpretação visa facilitar a execução do levantamento e do desenho topográfico, através de leis naturais do relevo terrestre que, quando conhecidas, permitem um certo controle sobre possíveis erros, além de um número menor de pontos de apoio sobre o terreno;
  • Taqueometria, a divisão que trata do levantamento de pontos de um terreno, in loco, de forma a se obter rapidamente plantas com curvas de nível, que permitem representar no plano horizontal as diferenças de níveis. Essas plantas são conhecidas como plani-altimétricas;
  • Fotogrametria é a ciência que permite conhecer o relevo de uma região através de fotografias. Inicialmente as imagens eram tomadas do solo, mas, atualmente elas são produzidas principalmente a partir de aviões e satélites. Nesses casos de sensoriamento remoto, são usados os conhecimentos da estereoscopia, de modo que seja possível perceber o relevo da região fotografada ou imageada e medir as diferenças de nível, para se produzir as plantas e cartas;

[editar] Instrumentos utilizados

Referências

  1. Batimetria ( também do grego: Bathus (profundo) e metron = medida) , é a descrição gráfica do fundo de lagos, rios e oceanos, também fazendo parte da topografia.
  2. LOCH, CORDINI, 2000, pp. 34-35.

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