A EXTENSÃO RURAL AGROECOLÓGICA

DESDE UMA ABORDAGEM DA SOCIOLOGIA AMBIENTAL

Analisar a temática da extensão rural agroecológica e como esta se insere na perspectiva das

abordagens realista e/ou construtivista que tratam da relação sociedade e natureza é o objetivo

deste trabalho. Na elaboração de um programa de desenvolvimento rural

Depara-se com a missão institucional, os objetivos estratégicos e

as estratégias de ação, que orientam a administração institucional. Isso nos instiga a levantar

questões sobre como um novo modelo de extensão rural é socialmente construído. O discurso

e a prática de uma nova extensão rural, ancorada nos princípios agroecológicos e visando a

um desenvolvimento rural sustentável, apresentam, portanto, um cenário que envolve

pressupostos sobre as relações entre sociedade e natureza, entre “leigos” e “peritos”, que

merece ser estudado pela abordagem da sociologia ambiental. O trabalho está organizado de

maneira a apresentar inicialmente os referenciais teórico-conceituais da sociologia ambiental

sobre o construtivismo e o realismo, abordados por alguns autores, como Guivant, Hannigan,

Buttel, e o conceito de risco, discutido por Beck. Os pressupostos da extensão rural

agroecológica são apresentados e discutidos, correlacionando-os com estes referenciais

teóricos, buscando explicar se ela foi construída socialmente e de que forma. Nas conclusões

procuramos responder se a construção social foi bem sucedida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

ÁGUA , SOLO E PLANTA

S o l o s !

terra para plantar
flickr_Francesco Z

Atividade biológica do solo

A atividade biológica do solo é uma denominação genérica para a ação dos organismos vivos do solo, tanto animais quanto vegetais.
Esses organismos têm forte influência na gênese e manutenção da organização dos constituintes do solo, principalmente nos horizontes superficiais.

As raízes das plantas , por exemplo, alteram o pH do solo ao seu redor e, ao morrer e se decompor, deixam canais.
Formigas, cupins e minhocas manipulam, ingerem e excretam material de solo formando microagregados e construindo poros ).

Principais Limitações dos Solos do Brasil

O Brasil é um País com dimensões continentais, eminentemente tropical e que apresenta grande variedade de solos, e portanto, com diferentes potenciais. Como o material básico utilizado é generalizado, as informações aqui contidas apresentam apenas um caráter ilustrativo.

Solos com Problemas de Acidez (84%)

Solos que possuem elevada concentração de alumínio e, em menor escala, ferro e manganês.
Estes elementos prejudicam o crescimento radicular e diminuem a disponibilidade de alguns nutrientes.
Esta limitação (acidez) pode ser corrigida com a aplicação de corretivos específicos .

Solos com Problemas de Salinidade (2%)

Solos que apresentam elevada concentração de sais, principalmente sódio.
Existe dificuldade para o crescimento radicular, absorção de água devido ao potencial osmótico (seca fisiológica) e desbalanceamento geral entre os nutrientes.
A correção destas terras é viável com drenagem e a utilização de carreadores químicos (gesso) e elevada quantidade de água para a retirada do sódio do sistema .

Solos Rasos (7%)

Solos que apresentam pequeno volume para o desenvolvimento radicular. Com isto, as plantas absorvem poucos nutrientes, ficam sujeitas facilmente à deficiência hídrica e ao tombamento.
Tipo de limitação onde não existe correção.

Solos com Ausência de Oxigênio em Alguma Época do Ano (16%)

Solos que apresentam variação significativa do lençol freático, atingindo a zona radicular e, dependendo do solo, saturação (encharcamento) permanente ou por um período do ano.
Esta limitação pode ser corrigida ou minorada através de práticas de engenharia (drenagem) .

Solos sem Limitação para Uso Agrícola (9%)

Os solos que não apresentam limitações relevantes para a produção agrícola , e portanto maximizam o retorno do capital investido, apresentam boa reserva de nutrientes, boa drenagem, boas propriedades físicas (estrutura, textura, entre outras) e teor de água que atenda o ciclo da planta.

Ervas daninhas indicam problema no solo

As Invasoras
Indicam
- Barba-de-bode (Aristida pallens)
pastos queimados com frequência, falta de fósforo, cálcio e umidade.
- Capim-arroz (Echinochloa crusgallii)
terra com nutrientes reduzidos em susbstâncias tóxicas.
- Cabelo-de-porco (Carex spp)
terra muito cansada.
- Capim-favorito (Rhynchelytrum roseum)
terras muito compactas e secas, a água não penetra facilmente.
- Capim-amoroso ou carrapicho (Cenchrus ciliatus)
terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio.
- Capim-marmelada ou capim-papuã (Brachiaria plantaginea)
terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco.
- Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis)
uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade, que represa água.
- Capim-seda (Cynodon dactylon)
terra muito compactada e pisoteada.
- Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)
falta de cálcio.
- Cravo-brabo (Tagetes minuta)
terra infestada de nematóides.
- Fazendeiro ou picão-branco (Gaslinsoga parviflora)
terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre.
- Gramão ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum)
terra cansada, com baixa fertilidade.
- Guanxuma ou malva (Sida spp)
terra muito compactada e dura.
- Lingua de boi (Rumex spp)
excesso de nitrogênio.
- Maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis)
camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potássio.
- Mamona (Ricinus communis)
solo arenoso com falta de potassio.
- Samambaia (Gleiquênia)
solo ácido.

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